Sociedade

ASSOCIAÇÃO HUMANS BEFORE BORDERS PROMOVE MANIFESTAÇÃO DE APOIO AOS REFUGIADOS

Como forma de solicitar uma resolução por parte do Parlamento Europeu, a HuBB acendeu, na Avenida dos Aliados, 1090 velas pelas 1090 mortes ocorridas nos últimos tempos. A manifestação contra o chumbo de resoluções por parte Parlamento Europeu sobre o salvamento de migrantes no Mar Mediterrâneo, ocorreu esta sexta-feira, nos Aliados, pelas 18h00.
Por Amanda Ribeiro
Fotografia: Raquel Batista
Fotografia: Raquel Batista

A associação Humans Before Borders organizou, esta sexta- feira, duas manifestações, uma em Lisboa (Praça do Rossio) e outra no Porto (Avenida dos Aliados). Nesta última, centenas de pessoas juntaram-se para prestar solidariedade aos que procuram segurança na Eurpa. Entre gritos de “Europa unida pela vida”, os manifestantes pediam por condições que proporcionassem políticas de acolhimento aos que precisam, defendendo que salvar vidas no Mediterrâneo “não é uma questão partidária, mas humanitária”.

 “A solidariedade não tem fronteiras” é um dos lemas que sintetiza a defesa dos Direitos Humanos e da sensibilização trazida pelo projeto, tendo como prioridade os refugiados de dentro e fora da Europa.

Ana Paula Cruz, representante do coletivo, disse que esta manifestação foi um pedido urgente de busca e salvamento no Mediterrâneo. A médica humanitária alertou ainda que, desde 2014, 17000 pessoas atravessaram o mar e 1090 perderam a vida.

O cenário consistiu num bote simbólico repleto de luzes, e cartazes espalhados pelo chão. Para além disto, foram também disponibilizados QR Codes que os manifestantes podiam utilizar para encaminhar uma mensagem aos eurodeputados, como forma de dar voz política ao problema.

Fotografia: Raquel Batista
Fotografia: Raquel Batista

No protesto estiveram também presentes outros médicos humanitários, e alguns voluntários que já estiveram no terreno, como Joana, linguista de 23 anos que passou um mês em Atenas e contou ao JUP que “O pessoal está a morar em contentores de obras, com até duas famílias ou mais dividindo o espaço”.

A noite prosseguiu com relatos primordiais de refugiados, entre eles, Mory Camara, que, com o apoio de uma tradutora, partilhou um pouco da sua experiência e apelou a que fossem tomadas soluções: “Para todos os que estão aqui, passem essa mensagem aos vossos camaradas para que seja compartilhada e para que a ideia sobre a busca e salvamento seja mudada. Que isso passe a ser testemunho”, referiu Mory que foi aplaudido por todos os presentes.

Fotografia: Raquel Batista
Fotografia: Raquel Batista

 

 

Artigo da autoria de Amanda Ribeiro