Sociedade

MATOSINHOS ABRE PRIMEIRA CASA DE ACOLHIMENTO PARA VÍTIMAS LGBTI DE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

O centro de acolhimento encontra-se instalado desde abril deste ano e tem como propósito acolher pessoas lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e intersexuais que sejam vítimas de violência doméstica.

A casa Arco – Íris é um projeto inovador por asilar pessoas LGBTI vítimas de violência doméstica, extensivo a quem tem filhos menores ou maiores portadores de deficiência e estejam à guarda da vítima. O abrigo é feito independentemente da nacionalidade, idade, religião, grupo étnico, estado civil, diversidade funcional, orientação política e estatuto socioecónomicp. É um projeto pioneiro tanto a nível nacional, como a nível europeu no âmbito da atuação.

O principal objetivo é proteger o bem estar e segurança emocional e física destes cidadãos e para isso existe o alojamento que é temporário e confidencial. A partir do momento que dão entrada na casa possuem estatuto de vítima e o caso é analisado.

A casa de acolhimento tem capacidade física de sete camas. As pessoas são auxiliadas a vários níveis: judicial, social, médico, psicológico, formativo e inserção profissional; como também o serviço de apoio de 24 horas.

O funcionamento da instituição implica um trabalho de equipa e parcerias com empresas, públicas e privadas, que agem em diferentes áreas dentro da violência doméstica, com o objetivo de promover o melhor equilíbrio físico, emocional e uma melhor integração social.

A casa Arco – Íris vai possibilitar um apoio multidisciplinar àqueles que, por motivos diversos não podem deslocar-se ao centro GiS (Gabinete Itinerante de Saúde).

O centro GiS  é um serviço de atendimento para a população lésbica, gay, bissexual, transgéneros e intersexual iniciado pela Associação Plano i (APi) e proposto pela Câmara Municipal de Matosinhos em virtude de um desafio lançado à autarquia pela Secretaria de Estado para a cidadania e igualdade. A associação funciona desde janeiro de 2017 e acompanha atualmente 199 pessoas.