Sociedade

TAClaro: NOVO PROJETO DESENVOLVIDO PELO ISCAP

O TAClaro é um projeto tecnológico desenvolvido pelo ISCAP (Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto) que informa munícipes sobre gestão autárquica dos recursos públicos.

O projeto que tem por base a Transparência, a Responsabilidade e a Comunicação na Administração Pública Local (TAClaro), apresenta como objetivo principal a transparência na gestão dos recursos públicos, para o qual disponibiliza informação necessária aos munícipes sobre as contas autárquicas. Tem ainda como finalidade descodificar a linguagem económico-financeira, tornando-a mais simples, direta e acessível a todos os cidadãos, contribuindo assim para uma comunidade mais esclarecida e ativa.

A plataforma digital, que ainda se encontra em fase experimental, foi apresentada, este mês, na Expoval (Mostra de Atividades Económicas do conselho de Valongo) e o município de Valongo é o primeiro a experimentar o equipamento em Portugal.  A apresentação foi realizada por duas mulheres: Sandrina Teixeira, co-coordenadora do projeto e docente do ISCAP e Telma Maia, técnica superior da Divisão Financeira da Câmara de Valongo (CMV) que está envolvida no projeto.

Sandrina Teixeira refere que a ideia do projeto nasceu em 2015 de um desafio que o atual presidente da CMV, Dr. José Ribeiro, lançou ao presidente do ISCAP, Dr. Olímpio Castilho que consistia em criar uma plataforma digital que descodificasse a linguagem económico-financeira para ser entendida por todos os cidadãos. Adiantou ainda que a equipa investigou as motivações dos cidadãos e a “segunda motivação mais apontada pelo cidadão/munícipe foi o ser informado sobre a gestão dos dinheiros públicos”.

“A aplicação do projeto TAClaro na Câmara Municipal de Valongo visa informar os munícipes sobre a gestão dos recursos públicos, tornando-os, assim, mais esclarecidos e participativos” foi o que referiu a responsável pela implementação do projeto na CMV, Telma Maia.

O lançamento deste projeto está previsto para o final de 2017. Até essa data, as ambições são “a adesão de mais municípios ao TAClaro e o reconhecimento da comunidade científica” dizem Amélia Silva e Maria José Angélico, duas docentes do ISCAP que integram a equipa do projeto.