Sociedade

ROBÔS BOMBEIRO EM COMPETIÇÃO NA GUARDA

O Concurso Nacional de Robótica do Instituto Politécnico da Guarda - Robôs Bombeiro decorreu no dia 8 de julho e juntou equipas de várias pontos do país que competiram em diferentes classes.

O concurso de Robôs Bombeiro é um concurso de robótica inspirado no Trinity College Fire Fighting Home Robot Contest, cujo objectivo é pôr à prova pequenos robôs móveis e autónomos por forma a encontrarem e apagarem um incêndio. Neste caso, era simulado por uma vela, num modelo de uma casa com corredores e divisões distintas.

A organização está a cargo do Instituto Politécnico da Guarda e visa promover a robótica, que é vista como uma das tecnologias chave do século XXI. É um espaço onde os estudantes podem praticar e aplicar os conhecimentos adquiridos ao longo do ano.

Na 15ª edição deste concurso estiveram presentes 25 equipas na classe sénior, 19 na júnior, três na walking e três na juvenil.

O Jornal Universitário do Porto (JUP) esteve à conversa com o Luís Maia, Pedro Teixeira, Ricardo Barbosa e Kevin Simões, membros da equipa que representou o Instituto Superior de Engenharia do Porto (ISEP) neste concurso.

No âmbito da unidade curricular de Laboratório de Sistemas I, os estudantes do segundo ano da licenciatura de Engenharia de Sistemas tiveram que desenvolver um Robô Bombeiro. Conseguiram o primeiro lugar entre os restantes estudantes da mesma instituição e ficaram, assim, selecionados para a participação no concurso em Guarda.

O desafio apresentado pela organização da competição assentou na elaboração de um robô autónomo que conseguisse detectar a presença de uma vela onde o último objectivo consistia em apagar a mesma.

O Robô apresentados pela ISEP1 estava equipado com três sensores de proximidade cujo objectivo era permitir a sua correcta movimentação no interior da pista de prova. Um sensor ultravioleta com a função de detetar a chama, representada por uma vela acesa. Em seguida, é acionada uma luz que permite ao jurados confirmar que o Robô detectou correctamente a vela (fator obrigatório). Quando a chama é detetada de forma  automática é accionada uma ventoinha que visa apagar a mesma.

No dia da prova os estudante encontraram diversas dificuldades, entre elas na calibração do sensor de chama que devido às condições externas de luminosidade apresentou problemas em detectar apenas a chama da vela. As diferentes condições dos pisos apresentados levaram a dificuldades de mobilidade do mecanismo. No entanto, os estudantes conseguiram solucionar os problemas.

O grupo afirmou que “participar neste concurso enriqueceu-nos em várias vertentes”, não só pela vasta quantidade de equipas presentes com robôs muito distintos entre si, como os novos mecanismos e formas de construção que lhes foram apresentados pelos restantes participantes. Acabou por promover um maior interesse do grupo no tema.

Apesar de não terem saído vitoriosos, os estudantes consideram a experiência positiva: uma oportunidade que lhes fornece ferramentas para melhorar as capacidades de trabalho sobre pressão e em condições mais adversas.