Política

UM ANO DE DONALD TRUMP

Eleito a 8 de novembro de 2016, Donald Trump comemora hoje o primeiro ano de presidência. Quebrou quase todas as regras, mas também deixou pendentes alguns dos seus objetivos. O JUP relembra-te as principais decisões e polémicas do presidente norteamericano.

Depois de uma campanha polémica e contra o sistema, Donald Trump surpreendeu com a conquista dos mais de 270 votos do colégio eleitoral necessários para chegar à Casa Branca.

Depois de conseguir vencer em Estados essenciais como a Florida, Ohio e Pensilvânia, bem como os Estados do sul dos EUA, o candidato republicano derrotou a democrata Hillary Clinton.

O primeiro ano da “Era Trump” ficou marcado por alguns episódios.

Discurso de vitória

Logo no discurso de vitória, Trump rompeu com os habituais discursos de tranquilidade e falou de questões como a necessidade de reconstruir o país e restaurar a prosperidade, acabar com a pobreza nos bairros e com as fábricas abandonadas.

Criticou ainda a ineficiência do sistema de educação, os problemas relacionados com crime, sangues e drogas. “Essa carnificina americana acaba aqui e agora”, afirmou Trump no discurso.

Bloqueio de 90 e 120 dias

Uma semana depois de tomar posse, Donald Trump assinou um decreto que impunha um bloqueio de 90 dias à entrada de viajantes da Síria, Iraque, Irão, Líbia, Sudão e Imên: nações predominantemente muçulmanas.

Trump impôs também uma suspensão de 120 dias à imigração, nomeadamente aos refugiados.

Os norteamericanos organizaram protestos, contestando uma medida que consideravam discriminatória em relação aos muçulmanos e contrária aos valores norteamericanos de acolhimento de migrantes.

O decreto foi, no entanto, bloqueado pelo Tribunal de Recurso de Richmond, por considerar que a intenção assentava em critérios de discriminação religiosa.

Afastamento do diretor do FBI

A 9 de maio, James Comey foi afastado do cargo de diretor do FBI, através de uma carta entregue em mão pelo guarda-costas de Donald Trump, na sede do FBI.

James Comey conduzia uma das investigações relacionadas com a alegada ingerência russa nas presidenciais e conluio entre a equipa de Trump e o governo de Vladimir Putin.

Fim do Acordo de Paris

1 de junho: Donald Trump anuncia a retirada dos Estados Unidos dos Acordos de Paris sobre as Alterações Climáticas. “Para proteger a América e os seus cidadãos, os EUA vão sair do Acordo de Paris”, afirmou o presidente norteamericano. Segundo Donald Trump, o documento trazia desvantagens para os EUA e beneficiava outros países.

“Saímos, mas vamos começar a negociar e veremos se podemos fazer um acordo justo. Se pudermos, ótimo. Se não pudermos, tudo bem. (…) Fui eleito para representar os cidadãos de Pittsburgh, não Paris”, disse Trump.

Relacionamento com a Coreia do Norte

As relações entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte azedaram, desde que Trump ascendeu à presidência.

No seu primeiro discurso na Assembleia-Geral das Nações, Trump prometeu destruir a Coreia do Norte, caso o país se armasse com mísseis capazes de ameaçar os Estados Unidos ou os países aliados.

Trump ridicularizou Kim Jong-Un, chamando-o de “Rocket Man”. Afirmou ainda que o líder norte-coreano estava numa “missão suicida”.

O presidente americano publicou ainda um tweet controverso.

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Substuição do Obamacare

Durante toda a campanha, Trump insistiu na promessa de acabar com a reforma de Barack Obama: o Obamacare, uma reforma que dava cobertura de assistência médica a milhões de pessoas.

No dia 12 de outubro o presidente norteamericano avançou para a imposição nos cortes a subsídios atribuídos a companhias de saúde de utentes com baixo recursos. Assinou, contudo, uma ordem executiva que facilita a compra de planos de saúde básicos e isentos de alguns requisitos que atualmente existem para aderir ao Obamacare.

O muro que separa o México

Outro dos temas badalados durante a campanha de Trump, foi a construção de um muro entre os EUA e o México. No final de setembro deste ano, Trump deu o primeiro passo para cumprir a promessa: começaram a ser construídos protótipos do muro.

Segundo a Reuters, vão ser construídos, por quatro empresas diferentes, oito protótipos do muro, com entre 5.5 e 9,1 metros de altura e nove de comprimento.

A construção do muro está em suspense: Donald Trump ainda não conseguiu que o Congresso aprovasse os fundos necessários.

O Governo do México garantiu que o país não pagará a construção de um muro na fronteira.