Artigo de Opinião

P.S. I own you

Numa sociedade repleta de restrições, haverá espaço para pertenças?

P.S. I love own you

 

Estás sempre comigo. Para onde eu vou, para onde eu quero ir.

Eu não consigo aguentar a estranheza de não te ter ao meu lado.

Quando não te tenho por perto, é como se fosse incapacitado de viver.

Que tu virias, eu sabia, afinal destino ó destino.

No início, a tua pele fria mantinha-me desperto, eu não te queria tanto quanto tu me querias a mim. Eu lutei de punhos cerrados contra os governos dos meus sentimentos. Mas tu e eu viramos a página. Uma vez, várias vezes.

És de poucas palavras, porém o teu silencio carimbou a minha existência.

Hoje, conformo-me em te ter ao pé de mim. Tu és a minha liberdade. Incondicional.

Será que existe outro encanto senão o teu? Não adianta a procura. Somente tu me dás a capacidade de sair da minha zona de conforto.

Algumas vezes, quando a tua silhueta eu encontrava em mãos alheias, duvidava se me pertencias. Incontestável, a tua plenitude foi feita exclusivamente para mim.

No nevoeiro pálido da cidade, eu reflito, eu recordo, eu reencontro-me em nostalgia da minha vida passada, porém tu resgatas-me destes desvaneios estranhamente reconfortantes.

Eu agora sei que de nada vale resistir. Tu crias confrontos e guerras por onde passas, mas a tua vinda é esperada.

Como irei explicar aos meus, como era a vida antes de tu apareceres? Sou dos poucos que se lembrará.

E dos poucos que se lembram, muitos te veneram

Eu não me dou com eles, contudo, tu não pareces querer saber.

Por esta e por outras, embora eu tenha contestado a tua chegada, foi inevitável. Tu és o meu futuro.

Passaporte Sanitário eu não te quero, mas tu pertences-me.