Artigo de Opinião

Desconfinar e Esplanar

Dia 5 de abril de 2021, o dia em que os portugueses se sentiram mais livres e aproveitaram para ir às esplanadas.
Por Inês Ribeiro

Há quase 3 meses que esperávamos ansiosamente pela normalidade e pelo simples ato de desfrutarmos de longas tardes sentados à mesa a falar com amigos. Esse dia chegou com muito sol, o que convidou inúmeros portugueses a dirigirem-se para cafés e restaurantes com um espaço exterior. As esplanadas voltaram a encher-se de convívio e trouxeram uma brisa de esperança aos comerciantes que viram as portas dos seus estabelecimentos fechadas durante as 12 semanas de confinamento.

Esta segunda fase de desconfinamento trouxe esperança a toda a gente, contudo, é importante relembrar que estamos num processo que requer tempo e cautela, e não podemos presumir que de um momento para o outro deixamos de estar expostos ao vírus que nos tem assombrado.

Podemos frequentar estes espaços, pois serão benéficos para a nossa saúde mental e para tornar o nosso dia diferente, mas precisamos de ter a capacidade de perceber se conseguiremos cumprir distâncias de segurança. Se chegarmos à conclusão que tal não é possível, o melhor será procurar outro espaço onde podemos aproveitar aquele tempo de forma mais segura.

É necessário cumprir as regras impostas nos estabelecimentos, tais como a desinfeção das mãos, o limite de 4 pessoas por mesa e a disposição dos lugares na diagonal para que seja possível cumprir o distanciamento social entre as mesas. O nosso primeiro ministro, António Costa, aconselhou também a utilização da máscara sempre que não estivermos a consumir. Porém, estas regras não têm sido cumpridas com rigor. Quero acreditar que este incumprimento foi resultado do entusiasmo e do turbilhão de sentimentos suscitados nas pessoas. Desejo que daqui em diante as pessoas tenham mais cuidados quando se dirigirem a estes espaços tão agradáveis, mas que se podem tornar em focos de infeção.

Estamos a dar pequenos passos em direção à normalidade, vamos fazer com que não seja preciso recuar.

 

Artigo da autoria de Inês Ribeiro