Artigo de Opinião

GOVERNO PERNA DE PAU

Carina Dias
Carina Dias

Ao ouvir a notícia sobre “o ataque pirata” que foi feito ao site do Ministério Público, comecei a fazer um exercício de raciocínio, surgindo-me na minha mente todos os famosos piratas que existiram. Apareceu de rompante o Barba Ruiva, a seguir Henri Morgan e no meio da escuridão nasceu o Barba Negra. Mas, depois pensei, “espera aí e piratas contemporâneos, conheço algum? Então, claro que sim”. Aqui, nem foi necessário exercício de raciocínio, os nomes brotaram de forma automática. Desta forma, comecei a nomear, Troika, Angela Merkl, Cavaco Silva, Pedro Passos Coelho, Paulo Portas, e acabei por parar, porque senão chegava ao final do dia, e ainda não tinha terminado. Assim, para economizar, resumi isto tudo num dos maiores piratas de sempre, o “Governo Português e afins”. Porquê chamar pirata a isto? Bem, se pegarmos na definição, um pirata é alguém que de forma independente e na maior parte das vezes organizado em grupos, caminha pelos mares, só com o intuito de promover saques e pilhagens a navios e cidades, para obter riquezas e poder. Ora bem, assim sendo, e passando esta definição para o nosso “grande pirata”, que os portugueses transportam nas costas como uma cruz, realmente o “Governo Português e afins”, é um pirata no sentido literal e inteiro da palavra, pois trata-se de um agregado, que vagueia Portugal para se apropriar de toda a riqueza que cada um dos Portugueses detém, e lutou para possuir, sem ter em conta se são pobres ou se são ricos, sem considerar os valores, os direitos e a dignidade humana, daqueles que depois de verem “pilhada” toda a sua riqueza (que muitas vezes nem é riqueza nenhuma, mas miséria), acabam por ficar sem nada do nada que já tinham. As riquezas que eles mais saqueiam são empregos, dinheiro, vidas, felicidades, direitos, dignidade, filhos, pais, mães e avós. Trata-se, portanto, de uma corja que tenta tirar o maior tesouro que os Portugueses podem ter, que é a família, pátria e os valores de Abril. Todos estes roubos são consumados em segredo, ou então só se sabe no dia anterior.

Mas, o que é que se pode fazer para acabar com isto? Embora o povo Português possa ser maior do que este pirata, ele é sempre a vítima e irá sempre ser, até que um dia todos nós tentemos afundar esta embarcação. É realmente um pirata que vem sorrateiro, para que ninguém o possa combater. Além disso, tem uma pala num olho, por isso é que só ataca os mais desfavorecidos, e não vê aqueles outros piratas que fazem descomunais fortunas através de negócios ilícitos, fugas ao fisco e contas offshore, mas que permanecem impunes, e cada vez mais a aumentar o seu poderio, “reino” e tesouro.

“O Governo Português e afins” tem uma perna de pau que usa quando está em Portugal para castigar o povo, simbolizando por isso a maldade. Contudo, quando vai para o estrangeiro tira-a, para mostrar que é “boa pessoa”. Para nós, está tudo mal, para os de fora, Portugal é um “mar de cravos”. A sua embarcação é uma espécie de fantasma que atemoriza todos nós, pois trás sempre algo de novo, ou é cortes na saúde, na educação, nas reformas, aumento dos impostos, uma justiça imparcial, etc.

Zeca Afonso falou-nos nos vampiros que “comiam tudo e não deixavam nada”. Agora, para se juntar a esta negrura, vêm os piratas para “comer tudo”, “beber tudo” e “sugar as almas”.

Logo, precisamos de nos livrar desta praga o mais rápido possível, e colocá-la a 20 mil léguas. Não carecemos de um D. Sebastião que apareça no nevoeiro para nos salvar dos ataques, o que necessitamos é de união, força, voz e revolta contra um governo que está a tornar o nosso antigo paraíso num futuro inferno.