Crónica Opinião

A VIDA DA TERRA

O nosso planeta precisa tanto de ajuda. Os incêndios, a instabilidade climática, desflorestações e outros fenómenos que têm ocorrido com bastante frequência têm sido a forma do nosso planeta pedir por socorro e impedir que continuemos a tratar a natureza que nos dá vida desta forma insensível e cruel. Cada vez mais os problemas ambientais têm sido notórios e agora mais que nunca é hora de nos unirmos na esperança de conseguirmos preservar o nosso mundo.

Há tantos anos que nós humanos andamos por cá a povoar a Terra e descobri-la, que acabamos por nos desviar de algo que devíamos ter feito desde o início dos tempos, que é preservá-la. Este é o nosso lar e não vamos ter mais nenhum. A natureza é algo belo, mágico até, e sempre esteve presente ao longo de todos os tempos, muito antes de sonharmos sequer que a raça humana viria a existir, e é um cenário muito triste a forma como esta está a ser aos poucos destruída.

Estamos demasiado perto do ponto de sem retorno para salvaguardamos o nosso futuro e a cada ano que passa gastamos cada vez mais cedo os recursos naturais anuais e isso é extremamente alarmante. Já recebemos demasiados avisos sobre o que está a acontecer ao nosso planeta e mesmo assim existem pessoas com o pensamento de “eu sou só uma pessoa no meio de mil milhões, se for só eu a mudar o meu comportamento, não vai ter qualquer influência no mundo”. Estávamos nós muito bem se fosse só uma pessoa a pensar assim. Na verdade são milhões no mundo que crêem que são só elas que vão alterar o seu comportamento e que por isso, não irão ter qualquer impacto universal. Ora, isto apenas resulta em milhões de pessoas a serem altamente prejudiciais para o nosso meio ambiente.

“O mundo não vai acabar de um dia para o outro”, oiço muitas vezes dizer. O nosso ecossistema todos os anos fica cada vez pior, mas o mundo não vai acabar já amanhã, podemos ter calma. O clima encontra-se totalmente descontrolado, com dias de extremo calor numa semana e dias de muito frio na semana seguinte, mas atenção, o mundo não vai acabar amanhã.

O que mais entristece no meio disto tudo é perceber que ainda há muitas pessoas que pensam que estes problemas são completamente fictícios. É muito triste ver líderes de países, que deviam lançar o bom exemplo, a caluniar esta questão da preservação do meio ambiente. O que está a acontecer na Amazónia é um bom exemplo disso. A floresta apelidada de “o pulmão do mundo” já estava a arder há várias semanas, antes sequer de ter qualquer cobertura pelos media.

Quando finalmente o resto do mundo soube o que estava a acontecer, houve de facto várias pessoas muito preocupadas com o sucedido, mas também pude ver várias pessoas que não estavam minimamente interessadas no estado de uma das maiores fontes de oxigénio no nosso mundo, uma floresta que nos é essencial à vida. Uma das principais figuras que devia estar preocupada com o estado da Amazónia era justamente o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que para além de dificultar as ajudas para o combate ao incêndio, publicou há uns dias nas redes sociais publicidade sobre o novo preço da Playstation 4 no Brasil. Assim se vê claramente as prioridades bem definidas deste presidente.

Felizmente, ultimamente não nos tem faltado alternativas para conseguirmos mudar aos poucos e de forma simples muitos dos nossos maus hábitos, como por exemplo reduzir o uso de plásticos recorrendo a copos reutilizáveis, pastas de dentes de bambu, palhinhas de madeira e bambu, pratos e talheres reutilizáveis, entre muitos mais. Cada vez mais serviços e grandes companhias têm aderido a meios menos poluentes para o nosso mundo e aumentam cada vez mais a consciência das pessoas para este problema.

Preocupa-me severamente ver pessoas mais preocupadas em reclamar sobre não terem conseguido aquele bronze perfeito no verão, devido à instabilidade do clima. Perfeitamente compreensível, até porque isto tem acontecido por mero acaso e não é por causa de tudo o que andamos a fazer até agora que tem sido altamente prejudicial para o mundo onde vivemos.

Reduzir o consumo animal é também algo bastante importante neste processo de salvar o nosso planeta, mas este passo é algo que não nos encontramos todos suficientemente preparados para dar, e incluo-me nesse grupo. Não consigo bem explicar o porquê de não ter confiança para conseguir reduzir este consumo e procurar outras alternativas, mas é algo que já penso em mudar e acredito que num futuro próximo terei coragem de tomar este passo difícil e começar a cortar neste consumo tão prejudicial para o nosso planeta.

Depois de tudo o que tem andado a acontecer, não sei como é que havemos de tentar alarmar ainda mais a humanidade e fazê-los perceber que isto não é assunto leve e muito menos fictício. Resta-nos pedir por favor que salvem as pessoas, salvem os animais, salvem as plantas. Salvem o nosso planeta, só o temos a ele.

Artigo de Sandra Seidi. Revisto por Adriana Peixoto.