Opinião

O OLHAR JORNALÍSTICO DOS ESTADOS UNIDOS

Viajar é realmente incrível. Poder viajar e conhecer outros lugares, culturas, pessoas e várias outras coisas, é fantástico. Fazer uma viagem é bastante enriquecedor e só contribui para aumentar a cultura de cada um. Qualquer que seja a realização que alguém pretende obter numa viagem, não deixa de contribuir para o nosso bem estar e de ser uma forma de aprendizagem, independente de alguém querer viajar apenas para tirar umas fotos bonitas para depois postar nas redes sociais.

Já tive a sorte e oportunidade de conhecer vários locais, todos estes totalmente únicos à sua maneira e verdadeiramente enriquecedores. No entanto, decidi dar destaque à última viagem que realizei até aos Estados Unidos, mais propriamente Nova Iorque e Washington, onde se destacaram dois lugares fantásticos para quem deseja seguir uma possível carreira no jornalismo. Mesmo não sendo esta a minha carreira de eleição, não deixam de ser dois lugares ótimos para se visitar ou de se aprender um pouco mais.

O primeiro sítio em Nova Iorque que me encantou foi a recente faculdade Craig Newmark Graduate School of Journalism. Situada numa parte bastante central de Nova Iorque, esta faculdade é uma excelente oportunidade para quem se quer aventurar depois da licenciatura, para um mundo completamente diferente. Embora o seu nome seja grande, este estabelecimento até é bastante pequeno para aquelas que são as faculdades americanas, mas é um espaço bastante harmonioso e que fornece um bom ambiente de trabalho aos seus alunos.

Fundada apenas em 2006, esta faculdade já se provou como sendo algo de sucesso. Os cursos integrados são modernos e esta encontra-se muito bem equipada, com materiais que procuram ajudar a melhorar o máximo o desempenho de um aluno. Se por vezes a queixa de alguns alunos universitários é a falta de um bom equipamento, nesta faculdade isto deixa definitivamente de ser um problema. É verdade que é mais pequena, o que no entanto, acaba por ser um fator bastante positivo, pois dá a devida chance dos seus alunos de terem todo o apoio que precisarem.

As pessoas que trabalham neste estabelecimento são muito calorosas e sempre dispostas a receber mais gente, estando a apostar numa vertente nova, que me chamou à atenção, o jornalismo em espanhol. Embora não aprecie a confusão americana que fazem relativamente a Portugal e Espanha, tenho de admitir que se fosse fluente na língua espanhola, apostava nessa recente especialização, pois é uma excelente forma de se contactarem ainda mais com a Europa.

Outro aspeto que me levou a recomendar esta faculdade foi também saber que estes contêm um estágio de verão e que ainda pagam a quem o integre. Como a vida em Nova Iorque não costuma ser nada barata, três meses a estagiar numa grande cidade cheia de oportunidades sem ter de pagar grande coisa, parece uma ideia cada vez melhor. Para além disso, um estágio é sempre uma forma de ganhar experiência, ainda para mais num outro país, portanto dada a oportunidade parece-me uma bela forma de ganhar currículo.

Passando agora para Washington e para o Newseum, antes de viajar, não tinha a mínima ideia da existência deste estabelecimento em particular e quando fui visitar não tinha exatamente expectativa alguma. É verdade que Washington é um sítio bastante histórico e político com grandes monumentos tais como a Casa Branca, o Capitólio e o Supremo Tribunal, por exemplo. No entanto, este museu foi feito especialmente para aqueles que adoram o jornalismo e que desejam saber mais sobre os acontecimentos do mundo através de uma perspetiva mais mediática e a importância que estes tiveram ao divulgar certas informações ao mundo.

Este museu subdivide-se em vários pisos, cada um com um grande tema representado que por alguma razão se tornou um grande marco nos meios de comunicação. No topo encontram-se as capas de jornais de todo o mundo, que são atualizadas todos os dias, para que as pessoas vejam e possam perceber como cada país, ou mesmo cada estado da América retrata as suas notícias, a importância que cada um dá a cada elemento e por aí fora. As capas de jornal chamam à atenção e são bastante interessantes, mas o grande tema desse piso trata-se daquilo que foi e ainda é o movimento LGBTQ+ e o impacto que tem globalmente.

O piso mais em baixo retrata os grandes casos que foram tratados pelo FBI e a sua ascensão como uma das principais agências dos Estados Unidos. Os outros pisos estão divididos com temas como por exemplo o 11 de setembro, os jornalistas sacrificados pelo seu trabalho, a liberdade de expressão, banda desenhada como jornalismo, fotografias que foram premiadas com o prémio Pulitzer, entre outros. Ora, temas que englobam tudo e apelam aos interesses de várias pessoas e às diferentes formas de se fazer jornalismo.

Sinto que este museu retrata na perfeição aquilo que é verdadeiramente o jornalismo e o quanto contribuiu para ajudar a transformar o mundo de hoje e a sua importância. Numa visita a Washington este é um sítio quase obrigatório de se visitar, para os mais interessados na história e no jornalismo. Honestamente não posso afirmar que já estive em muitos museus, mas daqueles que já visitei este provou-se o mais completo que já vi e o que mais me agradou.

Em conclusão, estes dois lugares foram incríveis para ajudar a perceber que o jornalismo é fascinante e ao dar a conhecer estes dois sítios, espero que encante outras pessoas e que as faça ter certeza daquilo que querem, assim como o fizeram a mim. Um, por ser uma grande oportunidade de formação como um jornalista de sucesso e outro, por contribuir imenso para a cultura das pessoas.

Artigo de Sandra Seidi. Revisto por Adriana Peixoto.