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VENEZUELA: GUAIDÓ LIVRE, UM SINAL DE FRAQUEZA OU UMA MOVIDA POLÍTICA?

O presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, chegou ao Aeroporto Internacional de Maiquetía de Caracas ontem. Enfrentando uma possível ordem de prisão, Guaidó passeou livre pelo aeroporto e pelas ruas adjacentes, dirigindo-se depois para a capital.

Viveram-se grandes momentos de tensão na segunda-feira, já que o governo de Maduro tinha feito grandes ameaças de que se Guaidó se atrevesse a regressar à Venezuela, seria efetivamente preso. Ora, tal não aconteceu.

Alguns dizem que foi uma jogada política de Maduro, que na esperança de salvaguardar algum tipo de “dignidade” ou de decência política, se resguardou de pôr atrás de grades um homem inocente, o que para além de tudo levantaria grandes ondas de protestos e poderia detonar o regime que ocupa o país há mais de 20 anos.

A meu ver, esta era claramente uma situação em que Maduro, fizesse o que fizesse, saía a perder. Se prendesse Guaidó, arriscava acender a faísca dum incêndio que não poderia extinguir. Para além de pôr em causa o apoio dos seus amigos russos e chineses, que poderiam questionar-se se lhes convinha ficar do lado dum tirano que publicamente demonstra a sua falta de amor por valores democráticos e de liberdade.

Se não prendesse Guaidó, o que aconteceu mesmo (pelo menos para já), Maduro mostra aqui um grande sinal de fraqueza e de falta de apoio militar no país. “Entramos como cidadãos livres”, frisou Guaidó.

Pouco a pouco o regime podre de Maduro e todos os seus apoiantes (desde o traficante de droga do Cártel de Los Soles, Diosdado Cabello, até Tareck El Aissami, que alegadamente tem ligações ao Hezbollah) vai caindo aos pedaços.

Tic tac, e o relógio não para. Mais um dia que passa é menos um dia que falta para a Venezuela se ver livre da tirania e da opressão deste regime corrupto e manchado de sangue.