Opinião

ENTREVISTA A THE LAZY FAITHFUL

Ao longo dos três dias em que decorre o Indie Music Fest, o Jornal Universitário do Porto vai estar à conversa com algumas das bandas que irão passar pelo Bosque do Choupal.

 

É a vossa primeira vez no Indie Music Fest?

Rafa: Não, já cá estivemos antes.

Tommy: Tocámos em 2013 pela primeira vez no Indie Music Fest, que foi a primeira edição do festival. Lembro-me de um rapaz que estava na fila da frente nessa primeira edição que no fim de uma música bastante frenética que nós temos e que ele berrou para o palco «esta música é um orgasmo». Acho que correu bem e acho que esta é uma boa maneira de dizer que correu bem.

Ramos: E também regressamos com um novo disco, portanto estamos aqui com o maior dos gostos!

 

 

Quais as vossas perspectivas como festivaleiros e como bandas neste festival?

Rafa: A primeira vez como banda correu bem e já cá estivemos como festivaleiros e foi sempre bom, sempre divertido. Temos todos os motivos para esperar um bom concerto e um bom ambiente.

Ramos: Como banda é sempre um prazer tocar uma vez mais no Bosque Encantado, as pessoas são super amáveis connosco. E acho que como festivaleiro, não só deste festival como de outros, isto tem vindo a crescer imenso e tem um potencial enorme para ser um dos maiores festivais do Norte e já conta com cinco edições, por isso já é um festival de referência. Até pelos prémios que ganha e conseguiu trazer todas as boas bandas nacionais, ao longo destas cinco edições.

Tommy: A nível de banda, subscrevo o que diz o Ramos. A nível de festivaleiro, já cá estive parcialmente duas vezes: na primeira edição e no ano passado, quando toquei com Fugly. Nesse ano foi o que chamo o «curar de Paredes de Coura», isto porque há o Paredes de Coura, passa ali uma semaninha e depois há o Indie Music Fest, que é um ambiente muito mais relaxado do que o Paredes de Coura que está a ficar caótico. Acho que o futuro é festivais destes, para festivaleiros não sei mas para bandas sim. Coisas muito grandes ficam muito informais e aqui fazes logo amizades e estamos todos no mesmo patamar. E para o público acho que é também uma experiência muito mais humana.

 

 

Quais as vossas expectativas para o concerto de hoje?

Tommy: Vai ser interessante porque vai ser a primeira vez em quatro anos que voltamos aqui. Vai ser divertido apresentar as músicas novas aqui. E apresentar o Boga ao Bosque Encantado.

(risos)

Boga: Vamos partir tudo!

 

E as expectativas em relação ao festival?

Rafa: Decerto que vai ser incrível mas infelizmente vamos ter de ir para casa.

Ramos: Sim, e vamos ter um outro concerto dia 2 em Ponte da Barca, não podemos cá ficar.

 

Quais as bandas que mais anseiam ver nesta edição?

Rafa: Quero ver El Señor e Foque. Mas gostava de ver Miami Flu e Stone Dead, se cá estivesse. E Mr. Gallini.

Ramos: Jonny Abbey, se cá estivéssemos! Entre outros claro: Conjunto Corona, Nice Weather For Ducks…

Tommy: Como só estamos cá hoje: Foque.

 

 

A escolher uma música vossa como banda sonora do Indie Music Fest, qual seria?

Em uníssono a banda responde «Two Lines in the Sky».

Tommy: É a memória mais viva que tenho do nosso primeiro concerto cá, acho que foi a primeira vez que a tocámos ao vivo. Seria a «Two Lines in the Sky» definitivamente.

Fotografia: Mariana Silva

Edição: Joana de Sousa