Educação

IR OU FICAR?

Um estudo desenvolvido pelo Universia e pelo Trabalhando.pt concluiu que 78% dos estudantes portugueses acredita que existem mais oportunidades de trabalho fora do seu país.

Infografia_mobilidade_PTO Universia, a rede de universidades que une 23 países ibero-americanos, e o Trabalhando.pt, comunidade laboral formada por uma rede de sites, divulgaram o resultado do terceiro questionário, no dia 4 de Maio. Esta investigação tem como objetivo dar a conhecer as opiniões dos universitários relativamente à mobilidade laboral a curto e médio prazo, tendo em conta a atual conjuntura económico-social do seu país e do mundo.

De uma perspectiva global, o resultado do estudo mostra uma visão otimista, uma vez que 48% dos inquiridos acredita que, a curto prazo, vai estar a trabalhar no seu país, numa função relacionada com a sua formação e com a sua área de estudos.

O estudo inclui uma questão sobre oportunidades de emprego, a partir da qual se concluiu que 78% dos portugueses acredita que existem mais oportunidades de trabalho fora do seu país. Apenas 5% dos inquiridos portugueses acredita que existem mais oportunidades de emprego em Portugal. Já 17% dos inquiridos refere que acredita que existem oportunidades laborais idênticas em Portugal e no estrangeiro.

Ainda sobre a mesma questão, os resultados dos países ibero-americanos são diferentes dos de Portugal. Em termos globais, apenas 45% dos auscultados encara a hipótese de existirem mais oportunidades de emprego fora do seu país, enquanto 39% considera existirem oportunidades iguais no seu país e no estrangeiro.

A Europa é o destino preferido dos estudantes universitários ibero-americanos.

A maioria dos portugueses (65%) escolhe os países europeus como região do mundo onde preferiam trabalhar, contra 12% dos inquiridos, que elege a América do Norte e 10% que prefere o continente africano. Os portugueses escolhem, de forma idêntica, a Oceânia (5%) e a região Sul-americana (5%). Apenas 2% considera trabalhar na Ásia e 1% na região da América Central.

Em comparação com os restantes países participantes no estudo, os resultados são semelhantes a Portugal: 47% dos ibero-americanos escolhe um país europeu para trabalhar. Espanha, Estados Unidos, Itália, França e Reino Unido são os países de eleição. Apenas 20% dos inquiridos escolhe a América do norte, 17% escolhe um país da América do Sul e apenas 1% o continente africano.

Os estudantes portugueses inquiridos antecipam que, no curto prazo, se vêem a trabalhar fora do seu país, em alguma atividade relacionada com a sua área de estudos (34%), contra 28% que se vê a trabalhar em Portugal, nas mesmas condições.

Há quem não tenha perspetivas laborais tão positivas, uma vez que 22% dos auscultados considera a possibilidade de estar a trabalhar em Portugal, numa área diferente da sua formação. Já 16% dos estudantes refere que, a curto prazo, é possível estar trabalhar além fronteiras, numa atividade diferente dos seus estudos.

Este estudo da Universia e do Trabalhando.pt realizou inquéritos a 8664 pessoas, de 10 países: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha, México, Peru, Porto Rico e Uruguai, das quais 329 são portuguesas.

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