Educação

Ensino Superior: Guia para o regresso às aulas presenciais

Os estudantes universitários têm regresso marcado às aulas presenciais na próxima segunda-feira, dia 19 de abril . Testes em massa à covid-19 e regime misto serão as regras a cumprir neste desconfinamento. Por: Margarida Vilaça

O regresso às atividades letivas presenciais no Ensino Superior acontece na segunda-feira (19 de abril). As universidades e politécnicos já começaram a preparar-se para o regresso dos estudantes aos espaços académicos, que se quer seguro e duradouro.

Uma das medidas adotadas por algumas instituições de ensino superior foi a realização de testes rápidos de antigénio a todos os estudantes, docentes, investigadores, trabalhadores não docentes e colaboradores que reiniciem atividades presenciais.

Mais concretamente, a Universidade do Porto (UP) iniciou a 12 de abril o rastreio à COVID-19 a todos os membros da comunidade. O agendamento do teste de antigénio é feito previamente através do email institucional e o rastreio pode ser realizado num dos 10 locais dos polos da UP designados para o efeito. A testagem é voluntária e gratuita. 

As orientações seguidas são do ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, que indicou que o rastreio da comunidade académica deve ser executado através de testes rápidos de antigénio para o SARS-CoV-2, em amostras obtidas da nasofaringe com recurso a zaragatoa. O rastreio é realizado por uma equipa da Cruz Vermelha Portuguesa.

Os resultados serão obtidos num curto período de tempo  (entre 15 a 20 minutos) e serão comunicados via email ou SMS. Caso os resultados sejam positivos estes são reencaminhados às autoridades de saúde e as pessoas realizam um teste de diagnóstico por PCR para confirmação.

A par da testagem em massa está também a decorrer, um pouco por todo o país, a segunda fase de vacinação, que começou a 12 de abril. Nesta fase são abrangidas as pessoas com 65 anos ou mais, com ou sem patologias, que ainda não tenham sido vacinadas anteriormente e também pessoas entre os 50 e 64 anos com patologias como diabetes, obesidade, cancro, entre outras.

Do mesmo modo que os professores e funcionários do ensino básico e secundário fazem parte da campanha de vacinação, os professores e funcionários das universidades e politécnicos reivindicaram também o direito a serem vacinados antes do regresso às aulas presenciais. Não foram, contudo, atendidos pelo ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior. Manuel Heitor defende que o “plano de vacinação deve ser cumprido nos termos em que foi feito”.

Deste modo, como não foi confirmada a vacinação prioritária para professores universitários, investigadores e pessoal não docente do ensino superior, todos estes profissionais serão vacinados na terceira fase, tal como a restante população ainda não abrangida na campanha de vacinação.

O regresso presencial às universidades e politécnicos implicará um maior número de deslocações que se vão traduzir num aumento da utilização dos transportes públicos. Para que estes meios não sejam possíveis locais de transmissão do coronavírus, é necessário cumprir as regras sanitárias, como: a circulação de veículos com a lotação máxima de 2/3 da capacidade, o distanciamento social, a frequente lavagem e desinfeção das mãos e o uso obrigatório da máscara, tanto nos transportes e espaços públicos, como na rua e em locais ao ar livre.

A partir de segunda-feira (19 de abril) deixam de vigorar as restrições de circulação entre concelhos, tanto durante a semana como ao fim de semana, mas o dever geral de recolhimento mantém-se. No entanto, as deslocações devem ser reduzidas ao mínimo necessário.

Outra medida que entra em vigor é a retoma da prática das modalidades desportivas de médio risco e a prática de desporto ao ar livre em grupos de até 6 pessoas. Nos cafés, pastelarias e restaurantes podem estar no seu interior 4 pessoas por mesa e 6 pessoas em esplanadas, no máximo.

O plano de desconfinamento pode ser revisto nos concelhos que ultrapassarem os 120 novos casos de infeção com o novo coronavírus por 100 mil habitantes em 14 dias ou se o índice de transmissibilidade da covid-19 ultrapassar 1.

Artigo escrito por: Margarida Vilaça