Educação

NOVAS COMPETÊNCIAS ANALISADAS NO PISA 2018

A partir de 2018, os testes PISA vão avaliar outras competências dos alunos, tais como o respeito e a abertura à diferença cultural.

O PISA (Programa Internacional de Avaliação de Alunos) é um programa internacional que avalia estudantes de 15 anos nas áreas de matemática, leitura e ciências. Esta idade é analisada, uma vez que corresponde à altura em que os jovens terminam o ensino obrigatório, na maioria dos países participantes do programa. O relatório é realizado de três em três anos, tendo começado em 2000, e engloba 70 países.

Na última edição (2015), os 8 mil alunos portugueses com 15 anos melhoraram os resultados nas três áreas, contribuindo para os bons resultados de Portugal em relação aos restantes países da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico). Portugal ficou em 17º lugar em ciências com 501 pontos, 18º em leitura com 498 pontos e em 22º a matemática com 492 pontos, ficando acima da média da OCDE em todos os domínios.

No entanto, se apenas fossem considerados os estudantes do décimo ano sem os alunos que não transitaram de ano, Portugal ocuparia o segundo lugar do mundo em ciência, logo após Singapura.

Estes resultados mantêm-se apesar do corte progressivo nas despesas da educação. Em 2000, Portugal gastou o equivalente a 4,8% do PIB. A partir desse ano, os gastos diminuíram sempre, e em 2015 apenas se gastou 3,8%.

Segundo o IAVE, a área que vai ter ênfase nos testes de 2018 é a leitura, à semelhança do que aconteceu nos anos 2000 e 2009. No próximo ano, será também avaliado o desempenho das escolas na preparação dos jovens para um mundo no qual têm de lidar com pessoas de outras origens e culturas. Dessa forma, para além das três principais áreas, serão avaliados o pensamento crítico e analítico dos alunos, assim como a sua empatia e capacidade para interagir com os outros de forma respeitadora.

Taxa real de escolarização em Portugal

Segundo uma sondagem da PORDATA , Portugal tem aumentado a taxa de escolarização ao longo dos anos. O estudo apresenta taxas entre os anos 1961 e 2016. Sobre a educação pré-escolar, pode-se observar que a percentagem de escolarização subiu de 0,9% (1961) para 88,4% (2016). Em 2012 atingiu-se o pico com 89,5%, mas em 2013 desceu para 88,5%. Desde então, manteve-se estável.

Comparativamente à educação pré-escolar, a taxa de escolarização no ensino secundário é, em geral, mais baixa. Desde 1961 até 2016, subiu de 1,3% para 75,3%, sendo o maior valor registado.

Razões pelas quais Portugal tem uma boa educação 

  • o reforço das disciplinas de português e matemática (são disponibilizadas mais horas por semana a estas disciplinas);
  • apoios nas disciplinas principais para alunos desde os 6 anos (quando iniciam a escola primária);
  • trabalho colaborativo: verticalmente, com os professores das mesmas disciplinas e horizontalmente, com todos os professores do mesmo curso;
  • os alunos portugueses são os que mais valorizam os professores. Além de os tratarem como professores, tratam-nos como amigos, psicólogos e, até mesmo, pais.

Sabias que…

Os professores de português são, na generalidade, aqueles que mais gastam tempo a preparar as aulas e, tal como os professores de espanhol, são os funcionários mais bem pagos?

No entanto, mais de 30% de jovens portugueses de 15 anos repetiram um ano, sendo Portugal um dos três países da OCDE com mais repetentes.