Educação

FENPROF AVANÇA HOJE COM A “MAIOR GREVE DA DÉCADA”

Hoje, no mesmo dia em que se discute na Assembleia da República as alterações ao Orçamento de Estado, os professores que exigem o descongelamento das carreiras preparam uma manifestação em frente ao parlamento. O Governo envia sindicatos a reunir com o Ministério da Educação, horas antes da greve geral que fechará várias escolas.

Os professores voltam hoje à greve geral, promovida pela Fenprof, num protesto que inclui uma manifestação em frente à Assembleia da República.

Numa tentativa de entendimento, Federação Nacional dos Professores (Fenprof) e Federação Nacional de Educação (FNE) serão recebidas esta tarde no Ministério da Educação (ME), poucas horas antes da greve que fechará muitas escolas. Os sindicatos contarão com duas Secretárias de Estado como interlocutoras: a Adjunta da Educação e Adjunta da Administração e Emprego Público. Todavia, o Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues, não estará presente no encontro.

Os sindicatos querem discutir as alterações à proposta do OE para 2018, aceitando o faseamento das progressões das carreiras, e exigindo que sejam contabilizados os 10 anos de serviço, reforçando o compromisso da tutela em negociar a forma e os prazos do descongelamento.

A contestação já começou nas escolas, no passado dia 27 de outubro, com greve convocada às atividades não letivas, contudo Mário Nogueira prevê prolongar a manifestação até 2018, afetando momentos letivos, como as avaliações do 1.º período, caso as pretensões dos docentes não sejam verificadas.

A FEN deu início a outra paralisação de trabalho à primeira hora de cada dia. Se não existir entendimento manter-se-á a manifestação durante a discussão do OE para 2018 na especialidade, em frente ao parlamento. O Ministro da Educação não comparecerá, já que cancelou a sua agenda e permanecerá sob vigilância médica em Lisboa nos próximos dias, por ter sido diagnosticado com Síndrome Vestibular Agudo.