Educação

GREVE DE PROFESSORES DEU TRÉGUAS AOS EXAMES NACIONAIS

Os docentes destacados para vigiar os exames nacionais desta quarta-feira (dia 22) marcaram presença nas escolas, apesar da greve de professores convocada para o mesmo dia, e os exames decorreram dentro da normalidade. É o que relatam os alunos e professores que prestaram declarações ao JUP. Ainda assim, muitas escolas encerraram.

Depois de um tribunal arbitral ter convocado os serviços mínimos na semana passada, os exames e as provas de aferição decorreram normalmente. No primeiro balanço desta greve, as estruturas sindicais falam em centenas de escolas encerradas e dizem que só os serviços mínimos estão a ser cumpridos.

Em causa estiveram os exames nacionais de Física e Química A, Geografia A e História da Cultura e das Artes. que permitem o acesso ao ensino superior e ainda a prova de aferição de Matemática e Estudo do Meio do 1º ciclo.

Na Escola Rodrigues de Freitas, no centro do Porto, “não houve qualquer mobilização”. É a visão de uma docente convocada para vigiar o exame de Geografia A. A professora, que preferiu esconder a identidade por motivos profissionais, refere que “mesmo o colega que foi delegado sindical da Fenprof estava a trabalhar”. Já na escola ao lado, o Conservatório de Música do Porto, «haviam professores com autocolantes que diziam “professor em greve a cumprir serviços mínimos”», declara ao JUP a docente.

Aos olhos dos alunos, “não houve greve”. Ana Mansilha, aluna da Escola Secundária do Cerco, fez o exame de Geografia A e diz que “correu tudo normal, com dois professores a vigiar” a prova. No entanto, confessa que sentiu a incerteza de não saber se ia fazer exame nesse dia. Leonor Azevedo estuda no Colégio Cebes onde também não houve adesão à greve. A estudante fala ainda de outras escolas portuenses “acho que no Clara [de Resende] e no Garcia [de Orta] correu tudo normalmente”.

Fenprof fala em ilegalidades nos serviços mínimos

O secretário geral da Fenprof diz que há “ilegalidades” que estão a ser cometidas “pelas direções das escolas” ao convocarem mais professores do que os exigidos para vigiar os exames e as provas de aferição. Mário Nogueira diz que muitos diretores “se limitam a fazer aquilo que acham que será do agrado daqueles que mandam”. Estas foram declarações prestadas aos jornalistas aquando do primeiro balanço da greve.

Mário Nogueira garantiu que serão desenvolvidas ações para averiguar as eventuais “ilegalidades” pelos sindicatos de professores das regiões afetadas.

A greve de professores foi convocada pela Federação Nacional de Professores (Fenprof) e pela Federação Nacional da Educação (FNE).