Educação

EXCESSO DE PESO NAS MOCHILAS ESCOLARES LEVA A PETIÇÃO

Mais de 47.000 pessoas assinaram a petição contra o peso excessivo das mochilas escolares em Portugal e o número continua a aumentar.

De acordo com um estudo da Direção da Defesa do Consumidor (DECO) e da revista Proteste, realizado no final do ano letivo de 2003, mais de metade das crianças dos 5º e 6º anos de escolaridade (53% das crianças) transporta peso a mais nas suas mochilas escolares, sendo consensual, entre os especialistas de todo o mundo, que as mochilas não devem ultrapassar 10% do peso de quem as transporta.

Para os principais signatários da petição, José Wallenstein, Cláudia Pinto, Joaquim Sancho, Paulo Sampaio Rodrigues, Confederação Nacional das Associações de Pais, Sociedade Portuguesa de Medicina Física e da Reabilitação, Sociedade Portuguesa de Neuropediatria, Sociedade Portuguesa de Ortopedia e Traumatologia e Sociedade Portuguesa de Patologia da Coluna Vertebral, a solução passa por criar uma legislação, com carácter definitivo, que vincule que o peso das mochilas escolares não deve ultrapassar um décimo do peso das crianças.

A obrigatoriedade de as escolas pesarem as mochilas das crianças semanalmente, a disponibilização de cacifos para todos os alunos das escolas públicas e privadas de todo o país e a criação, por parte das editoras, de manuais escolares em papel mais fino ou divididos em fascículos retiráveis são as propostas desta petição, que conta com mais de 47.000 assinaturas.

Com o apelo de fazer com que “as crianças de hoje, adultos de amanhã” sejam adultos saudáveis e contribuam para a sustentabilidade económica do país, a petição acrescenta ainda que “28,4% dos portugueses sentem que a sua atividade profissional já foi prejudicada ou comprometida, de alguma forma, pelo facto de terem dores nas costas e mais de 400 mil portugueses faltam ao trabalho, por ano, por este motivo”.