Desporto

Hóquei: FC Porto vence OC Barcelos e está na final da Taça de Portugal

Os “azuis e brancos” venceram, esta sexta-feira, a formação de Barcelos, em jogo a contar para as meias-finais da Taça de Portugal. 3-3 (5-4 g.p.) foi o resultado final. Por Vitória Costa.

Depois de garantir a presença nas meias-finais da Taça de Portugal, ao vencer a Associação Desportiva de Oeiras (AD Oeiras), o Futebol Clube do Porto (FC Porto) deslocou-se ao palco da final four da competição, o Pavilhão Multiusos de Paredes, para defrontar o Óquei Clube de Barcelos (OC Barcelos). “Dragões” e minhotos procuravam um lugar na final da competição.

Vantagem barcelense nos primeiros 25 minutos

Nos primeiros minutos da partida, ambas as formações procuraram chegar à baliza adversária, mas nenhuma criou ocasiões flagrantes para abrir o marcador. À entrada do sexto minuto do encontro, Luís Querido esteve perto de marcar o primeiro tento da equipa de Barcelos, mas Xavi Malián, guarda-redes portista, manteve as redes “azuis e brancas” intocáveis. Na resposta, Xavi Barroso viu a trave da baliza defendida por Constantino Acevedo negar o golo aos “dragões”.

O jogo estava pouco fluido e as oportunidades de golo para cada equipa mantinham-se escassas. Aos dez minutos, Ezequiel Mena viu um cartão azul, por falta sobre Danilo Rampulla e o OC Barcelos beneficiou de um livre direto. Chamado a converter, Darío Giménez atirou à trave. 

A equipa barcelense continuou à procura do golo, que chegou no minuto seguinte, por intermédio de Álvaro Morais. O jogador do OC Barcelos aproveitou da melhor forma o passe de Miguel Rocha para fazer o 0-1, numa altura em que o FC Porto ainda estava em inferioridade numérica.

Os “dragões” seguiram em busca do empate, mas as poucas oportunidades criadas eram neutralizadas pelo guardião dos barcelenses. A menos de dois minutos do fim do primeiro tempo, é assinada a décima falta da equipa do OC Barcelos e o consequente livre direto a favor dos “azuis e brancos”. Na cobrança do livre, Gonçalo Alves rematou ao lado da baliza de Constantino Acevedo. 

Na jogada seguinte, o avançado portista fez falta sobre André Centeno e foi admoestado com um cartão azul. Darío Giménez tentou aproveitar o livre direto para ampliar a vantagem barcelense, mas Xavi Malián impôs-se na baliza portista.

Até ao final, ainda houve tempo para mais um cartão azul, desta feita para um jogador do OC Barcelos, Miguel Rocha, por falta sobre Ezequiel Mena. No duelo entre Carlo di Benedetto e Constantino Acevedo, foi o guarda-redes barcelense quem levou a melhor. 0-1 era o resultado ao intervalo.

Equilíbrio empurra decisão para as grandes penalidades

A segunda parte começou à semelhança do final do primeiro tempo. Ao terceiro minuto de jogo, Gonçalo Alves fez falta sobre Darío Giménez e viu o segundo cartão azul. Na cobrança do livre direto favorável aos barcelenses, Xavi Malián negou o segundo golo a Álvaro Morais. À passagem dos primeiros cinco minutos do tempo complementar, era o OC Barcelos quem dispunha de mais oportunidades para marcar, perante um FC Porto com muitas dificuldades no ataque planeado e na criação de desequilíbrios.

Aos nove minutos, Reinaldo Garcia foi derrubado por André Centeno e o jogador barcelense foi admoestado com um cartão azul. Reinaldo Garcia assumiu a responsabilidade de bater o livre direto, mas o guardião do OC Barcelos não permitiu que os “dragões” chegassem ao empate. Na sequência da jogada, surgiu um novo lance de bola parada a favorecer a formação de Barcelos, em consequência da décima falta do FC Porto. E se os lances se repetiam, os desfechos também. Malián levou a melhor sobre Danilo Rampulla.

Os “azuis e brancos” procuraram exercer uma pressão mais alta e, a dez minutos do final da partida, conseguiram chegar ao empate. Carlo di Benedetto aproveitou da melhor forma a assistência de Reinaldo Garcia e finalizou para o 1-1.

O empate deu uma nova dinâmica ao jogo, com ambas as equipas a ficarem perto do golo por diversas ocasiões. Tanto o OC Barcelos como o FC Porto dispuseram de mais lances de bola parada para chegar ao segundo golo, mas os guarda-redes continuaram a ser as figuras maiores do encontro. A três minutos do final, Rafa contornou a baliza barcelense e, já em queda, encostou a bola junto ao poste esquerdo para o 2-1, sem hipótese de defesa para Constantino Acevedo. Estava consumada a reviravolta no marcador. 

No último minuto do encontro, Rui Neto dispensou o guarda-redes para que o OC Barcelos pudesse ter cinco jogadores de campo, decisão que deu frutos. A 21 segundos do fim do tempo regulamentar, Darío Giménez surgiu ao segundo poste, selou o 2-2 e levou o jogo para o prolongamento.

Nos primeiros cinco minutos do tempo extra, o OC Barcelos superiorizou-se e Miguel Rocha devolveu vantagem aos barcelenses ao marcar o 2-3. Na segunda parte, foi o FC Porto quem mais procurou o golo, em virtude da desvantagem no marcador. A 3 minutos do fim do prolongamento, Gonçalo Alves assistiu Ezequiel Mena para o 3-3 que se manteve até ao final. 

No desempate por grandes penalidades surgiu um herói improvável. No último penálti, Tiago Rodrigues rendeu Xavi Malián na baliza portista, levou a melhor sobre Luís Querido e garantiu a passagem dos dragões à final da competição.

No final da partida, Ricardo Ares, treinador do FC Porto, destacou a importância do trinfo. “É muito importante estarmos na final, pois o FC Porto luta para ganhar todas as competições que disputa. É um título que queremos e muito”, afirmou.

Por sua vez, Rui Neto, técnico do OC Barcelos, realçou o equilíbrio do jogo e a qualidade das duas equipas. “Se pudesse haver dois vencedores neste jogo, tinha de haver dois vencedores. Alguém tinha de ganhar e fomos menos felizes”, referiu, depois de felicitar o FC Porto pela vitória.

Os “azuis e brancos” voltam a entrar em campo no sábado, para a final da Taça de Portugal, frente ao Sport Lisboa e Benfica (SL Benfica), no Pavilhão Multiusos de Paredes, enquanto o OC Barcelos viaja até Braga para defrontar o Hóquei Clube de Braga (HC Braga), no dia 23.

Artigo da autoria de Vitória Costa