Desporto

Hóquei: Portugal perde com a França e sofre primeira derrota do Europeu

A Seleção Nacional recebeu, esta terça-feira, a França em jogo alusivo à segunda jornada do Campeonato Europeu. 5-3 foi o resultado final. Por Carolina Cardoso

A Seleção Nacional regressou, esta terça-feira, ao Pavilhão Multiusos de Paredes, para defrontar a França. Depois da goleada aplicada à Alemanha (10-0), Portugal entrou em campo com o objetivo de se isolar na liderança do grupo uma vez que, à entrada para o jogo, as duas equipas somavam os mesmos pontos. 

Entrada em falso levou gauleses em vantagem para o intervalo 

Apesar do apoio do público português se ter manifestado desde cedo, a prestação dos jogadores não acompanhou o ambiente vivido nas bancadas. A Seleção Nacional entrou muito mal na partida e, ao terceiro minuto de jogo, Roberto Di Benedetto inaugurou o marcador. Depois de um cruzamento do francês, a bola embateu no patim de Henrique Magalhães e traiu Ângelo Girão, guardião português. 

A França entrou melhor no encontro e foi Girão que ajudou a que a vantagem não se alargasse. Portugal insistia em entregar, de forma fácil, a bola e em permitir contra-ataques dos gauleses, o que levou a França a estar confortável com bola. 

O trabalho defensivo dos comandados de Fabien Savreux, selecionador francês, foi facilitado pela pouca circulação de bola portuguesa e os momentos ofensivos encontravam sempre a pressão da Seleção Nacional muito baixa. A má exibição de Portugal levou Carlo Di Benedetto a alargar a vantagem no marcador. Através de uma jogada individual da zona lateral para a central, o francês deixou os jogadores portugueses para trás e rematou certeiro para a baliza de Ângelo Girão.  

A primeira grande oportunidade da Seleção Nacional surgiu apenas ao minuto 15, depois de um cruzamento de Rafa para o remate de Diogo Rafael que obrigou a uma grande defesa de Bonneau, guardião francês. Cinco minutos depois, numa jogada de dois para um entre Gonçalo Alves e João Rodrigues, Portugal podia ter marcado o primeiro golo, mas o guardião gaulês foi mais forte. 

A França manteve o bom nível defensivo e continuou a criar perigo no ataque, o que levou o resultado para os balneários fixado nos 2-0. 

Irmãos Di Benedetto levaram França a festejar em Paredes

O segundo tempo iniciou com um livre direto para Portugal. João Rodrigues foi chamado a bater e, consciente de que um golo ao abrir do segundo tempo podia mudar a história do jogo, o capitão não tremeu, bateu Bonneau e reduziu a desvantagem para 2-1.

A Seleção Nacional entrou na segunda metade com uma atitude bastante diferente da primeira e tudo levava a crer que o empate chegasse mais cedo ou mais tarde. Apesar de Portugal estar melhor e de ter várias oportunidades, a falta de eficácia levou a que Roberto Di Benedetto volta-se a furar as rédeas portuguesas.

Depois de uma grande oportunidade para Portugal em que, mais uma vez, o guardião francês, esteve em destaque, Di Benedetto conduziu o ataque francês e concretizou um belíssimo golo. O hóquista, que atua no HC Liceo, em Espanha, finalizou com um remate cruzado depois de ter conduzido a bola da zona lateral para central. 

A três minutos do fim, Carlo Di Benedetto foi chamado a bater o livre direto, consequente da décima falta cometida por Portugal, e, no confronto com Girão, o francês alargou a vantagem para 4-1. Portugal não demorou a responder e Gonçalo Alves escreveu o seu nome na lista de marcadores depois de rodopiar por trás da baliza e colocar a bola no buraco da agulha da baliza francesa.

O fim da partida foi marcado pelos golos e a França voltou a responder. O 5-2 foi, de novo, da autoria de Roberto Di Benedetto que conduziu a bola pelo corredor central, fintou Girão e marcou uma “mão cheia” de golos para o seu país. Gonçalo Alves ainda tentou dar uma última esperança aos portugueses após um golo “do meio da rua”, mas o resultado final estabeleceu-se em 5-3. 

Em declarações, Renato Garrido, Selecionador Nacional, considerou fatal a má entrada em jogo de Portugal. O português salientou que “para além de eficácia” faltou também “um bocado mais do que é pretendido a nível de intensidade defensiva”. 

Com esta derrota, os comandados de Renato Garrido ficam obrigados a vencer todos os jogos da fase de grupos para dependerem apenas de si próprios para chegarem ao jogo decisivo. Portugal volta a entrar em campo, esta quarta-feira, dia 17, desta vez para defrontar a Itália, pelas 21h45.

Artigo da autoria de Carolina Cardoso