Desporto

Futebol de Praia: Portugal perde frente ao Uruguai e despede-se do Mundial

A “seleção das quinas” enfrentou, esta terça-feira, o Uruguai no terceiro e último encontro da fase de grupos do Mundial. 6-7 foi o resultado. Por Carolina Cardoso

Depois da derrota frente ao Senegal, a Seleção Nacional voltou a entrar em campo, esta terça-feira, no Luzhniki Beach Soccer Arena, na Rússia, para realizar o último jogo do grupo D do Mundial de Futebol de Praia. O Uruguai era o último e decisivo obstáculo que Portugal tinha que ultrapassar para garantir a passagem aos quartos de final da competição. 

À partida para o encontro, de realçar, do lado lusitano, as ausências de Jordan, Coimbra e Belchior por lesão assim como de Elinton Andrade por castigo. Pedro Mano foi a escolha de Mário Narciso, selecionador Nacional, para defender os postes lusos.

Primeira parte recheada de golos 

As duas seleções entraram em campo conscientes de que apenas a vitória importava para avançar no Mundial. Portugal iniciou a partida com mais posse de bola e a esperar pelo momento certo para atacar a baliza sul americana. A calma que a Seleção Nacional não apresentou contra o Senegal deu frutos e levou ao primeiro golo luso. Léo Martins foi o protagonista da investida ofensiva que, depois de ter rodado sobre o adversário, puxou a bola para o pé esquerdo e rematou cruzado para inaugurar o marcador. 

A entrada forte no jogo permitiu que “Von” aumentasse a vantagem lusa através de um excelente golo. O jogador português recebeu a bola com o peito, depois de um lançamento, e marcou o segundo golo de Portugal de pontapé de bicicleta. O Uruguai não demorou a responder e, no minuto seguinte, reduziu a distância no marcador através da cobrança de um livre direto executado por Nicolás Bella.

O golo despertou os sul-americanos que empataram a partida a dois golos numa jogada coletiva a três toques. Alejandro Guerrero, guarda-redes uruguaio, colocou a bola em Andrés Laens que assistiu Luis Quinta para o golo de cabeça. No primeiro período os golos pareciam não acabar e ainda houve tempo para mais um de cada lado.

Ao minuto dez, o Uruguai colocou-se pela primeira vez na frente do marcador, de novo, através de um livre direto batido por Nico. A um minuto do fim, Bê Martins trabalhou sobre o adversário no um para um e assistiu Léo que só teve de encostar ao segundo poste. A combinação entre os irmãos levou o marcador empatado em 3-3 para o intervalo.

Lusos em vantagem no final do segundo tempo

Depois de um primeiro tempo frenético, Portugal iniciou o segundo período a precisar de mais critério no momento da finalização. Aos três minutos, Bê combinou com André Lourenço que, virou o jogo para o flanco esquerdo, descobriu Rúben Brilhante sozinho e o jovem jogador assistiu Léo que só teve que encostar. Portugal estava, outra vez, na frente do marcador após uma excelente jogada coletiva. 

A segunda parte estava muito dividida e, ao minuto nove, Pedro Mano salvou Portugal do golo do empate. O voo do guarda-redes português valeu uma das intervenções do Mundial até ao momento. Logo a seguir, Bê Martins podia ter ampliado o resultado, através de um livre direto, mas foi travado pelo guardião uruguaio.

O quinto golo luso partiu das mãos de Pedro Mano que jogou longo para Léo Martins que, de forma rápida, rodou sob o adversário e rematou cruzado para dentro da baliza uruguaia. O golo do jogador do Sporting Clube de Braga permitiu ampliar  a vantagem para 5-3. A um minuto do fim, a Seleção Nacional ficou a pedir falta sobre Bê e o Uruguai aproveitou o contra-ataque para reduzir através de um remate potente de Luis Quinta. 5-4 era o resultado no término do segundo tempo.

Terceiro tempo decisivo coloca Portugal fora do Mundial

O Uruguai não podia ter iniciado melhor a terceira e decisiva parte já que Luis Quinta fez o hat-trick no jogo logo no pontapé de saída e empatou a partida. Léo Martins não permitiu a festa uruguaia durante muito tempo e marcou o seu quinto golo no encontro com um remate potente, cruzado e de pé esquerdo. Os sul-americanos voltaram a responder e empataram o jogo depois de uma bicicleta do meio campo de Andrés. A partida estava intensa e o marcador manteve-se em 6-6 durante grande parte do terceiro período. 

A procura pelo golo que pudesse dar acesso à fase seguinte chegou a quatro minutos do fim. O guardião uruguaio bateu bola de baliza a baliza e, para azar de Portugal, a bola sofreu um desvio e entrou dentro da redes defendidas por Pedro Mano, colocando o Uruguai em vantagem e a fixar o marcador em 7-6. Nos minutos finais, o jogo foi dominado pelos portugueses que nunca deixaram de tentar o golo que os colocasse, de novo, em prova, no entanto o esforço não foi suficiente e a vitória acabou por sorrir ao Uruguai. 

Em declarações no final do jogo, Mário Narciso, selecionador dos lusos, considerou que o Uruguai foi um “justo vencedor”, mas que a Seleção Nacional sofreu diversas contrariedades. “Tivemos bastantes adversidades ao longo do torneio. Jogadores castigados, jogadores lesionados com alguma gravidade, mas isso não serve de desculpa”, sublinhou. “Foi um bom torneio e para a próxima faremos melhor”, finalizou. 

Com este resultado, o atual detentor do título termina o Mundial de Futebol de Praia com três pontos e fica em terceiro lugar do grupo D. Para a fase seguinte segue o Senegal e o Uruguai, primeiro e segundo classificado, respetivamente.

Artigo da autoria de Carolina Cardoso