Desporto

Futebol de Praia: Portugal perde frente ao Senegal e adia passagem aos “quartos”

Os lusos enfrentaram, este domingo, a seleção senegalesa no segundo encontro da fase de grupos do Mundial. 3-5 foi o resultado. Por Francisca Santos

Depois da vitória frente a Omã, a Seleção Nacional voltou a entrar em campo, este domingo, no Luzhniki Beach Soccer Arena, na Rússia, para realizar o segundo jogo do grupo D do Mundial de Futebol de Praia. Pela frente, os portugueses tinham os senegaleses que venceram o Uruguai e, tal como Portugal, os africanos procuravam a segunda vitória consecutiva que garantia o apuramento direto para os quartos de final da competição.

Domínio português insuficiente

Cientes da sua forte capacidade física, o Senegal entrou melhor no encontro e, desde cedo, deixou claro que não ia facilitar a vida ao atual Campeão Mundial. No entanto, e apesar de ter começado a tomar conta do encontro, à passagem do segundo minuto da partida, Portugal viu-se obrigado a mexer no jogo. Numa disputa de bola com Babacar Fall, ala senegalês, Nuno Belchior saiu lesionado e não voltou a entrar no encontro.

Sem uma das peças fundamentais da equipa, os lusos não desistiram e mostraram-se determinados em chegar ao golo. Num lançamento de linha lateral executado por Rodrigo Pinhal, “Von”, através de um remate acrobático, desbloqueou o empate e colocou Portugal em vantagem. A vantagem foi “sol de pouca dura” e, em menos de um minuto, o Senegal empatou a partida. No decorrer do minuto oito, Raoul Mendy aproveitou o adiantamento de Elinton Andrade, guarda-redes luso, para colocar a bola nas redes da baliza portuguesa.

O domínio era português e as estatísticas não enganavam: 72% de posse de bola contra 28% eram os registos até então. No entanto, e apesar da supremacia de Portugal, foi o Senegal a chegar ao golo. A menos de dois minutos do fim do primeiro tempo, André Lourenço, jogador que se tinha lesionado na partida com a Omã, cortou a bola com a mão e levou Mandione Diagne à linha de pénalti. No frente a frente com o guardião luso, o jovem senegalês de 19 anos foi superior e colocou a sua seleção em vantagem.

Findos os primeiros 12 minutos, o marcador sorria aos senegaleses que ganhavam por 1-2.

Pénaltis foram “prato do dia”

Ao contrário do primeiro período, o segundo tempo foi marcado pela melhor entrada de Portugal, no entanto a sorte não recaiu para os lusos. Ainda antes dos primeiros cinco minutos, Léo Martins foi chamado a marcar uma grande penalidade. A frieza do jogador do Sporting Clube de Braga não foi suficiente para bater Al Seyni Ndiaye que, com os pés, defendeu o remate do português.

Apesar de se mostrarem condicionados devido às diferenças físicas, Portugal acabou por empatar o jogo. De novo de pénalti, mas desta vez com um tiro certeiro, Rodrigo Pinhal marcou o seu primeiro golo na competição e o segundo da Seleção Nacional no encontro. Em menos de 30 segundos, outra grande penalidade voltou a surgir na partida, mas desta vez, contra os lusitanos. Na conversão e através de um remate em jeito, Raoul Mendy rematou por cima e manteve o empate no marcador.

A 44 segundos do descanso, os comandados de Mário Narciso, selecionador Nacional, voltaram a marcar. Através de um livre direto, André Lourenço marcou e colocou o resultado em 3-2. Com 14 segundos para se jogar, uma falha de comunicação entre Elinton Andrade e Bruno Torres culminou no golo do Senegal que teve a autoria, de novo, de Raoul Mendy. Com o resultado empatado, estava tudo em aberto à partida para o derradeiro e último período do jogo.

Minutos finais ditaram derrota portuguesa

Com 12 minutos para se jogar, o encontro só ficou decidido já perto do fim. A quatro minutos do apito final, um conjunto de situações podia ter feito o resultado cair para qualquer um dos lados. Na sequência de um lance senegalês, Bruno Torres quase introduziu a bola na baliza errada. No contra-ataque, Portugal podia ter marcado, mas, de baliza aberta, Rodrigo Pinhal não acertou no alvo. A rápida saída de bola do Senegal, permitiu a Mandione Diagne, que estava sem marcação, marcar e colocar a sua equipa em vantagem.

A Seleção Nacional acusou o golo e não conseguiu voltar a marcar. A um minuto do fim, ainda houve tempo para um livre direto, muito perto da baliza portuguesa. Na sequência da expulsão de Elinton Andrade, por ter tocado a bola com a mão fora da área, Tiago Petrony foi chamado para assumir a baliza, mas não conseguiu travar o potente remate de Jean Paul Diatta. Com este golo, a seleção senegalesa carimbou a vitória sobre Portugal por 3-5.

Em declarações no final do jogo, Mário Narciso, selecionador dos lusos, realçou o bom jogo do adversário, mas frisou que a sorte também esteve do lado senegalês “nos momentos cruciais”. O português, que chegou à marca de 200 jogos na liderança da Seleção Nacional, mostrou-se despreocupado por ter perdido o encontro, mas realçou a importância de vencer o próximo confronto. Em caso de derrota, Portugal despede-se do Mundial. Para o “comandante” lusitano, Portugal tem “melhor equipa que o Uruguai”, mas reforça que “é preciso demonstrá-lo em campo” para seguir em frente na competição.

Com esta derrota, a Seleção Nacional adia a passagem para os quartos de final para o último jogo do Grupo D. Com encontro marcado para esta terça-feira, Portugal vai defrontar o Uruguai, pelas 17:00h, no Luzhniki Beach Soccer Arena, na Rússia.

Artigo da autoria de Francisca Santos