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ANDEBOL: DRAGÕES AVANÇAM PARA OS QUARTOS DA TAÇA DE PORTUGAL

A festa da Taça de Portugal passou ontem (domingo) pelo Dragão Caixa. FC Porto e Sporting CP disputaram uma vaga nos quartos de final da competição, com a equipa da casa a vencer 28-23. Por Pedro Diniz.

Depois do Futebol Clube do Porto (FCP) ter vencido o Boavista na eliminatória anterior, foi vez de receber o Sporting Clube de Portugal (SCP) no jogo-cartaz dos oitavos de final. Os “leões” tinham ultrapassado o Gondomar Cultural na fase transata da competição.

O jogo abriu com um golo de sete metros, convertido por Ghionea, ao que o FC Porto respondeu, de seguida, com um golo de Djibril. Ghionea voltou a faturar e Miguel Martins falhou, do lado do FC Porto.

O Sporting entrou melhor na partida, com eficácia no ataque e muita agressividade defensiva, o que valeu aos leões uma vantagem de três golos nos primeiros cinco minutos e provocou, ainda, o primeiro desconto de tempo do FC Porto.

Com Ghionea em destaque do lado leonino, o Sporting prometeu, desde cedo, dar muito trabalho aos dragões, que responderam sobretudo a partir dos nove metros, com Fábio Magalhães e Djibril Mbéngue a serem eficazes nesta distância. Com dez minutos jogados, o placar marcava 4-6 para o Sporting.

Os azuis e brancos pecavam a nível defensivo, com passividade e pouco contacto, o que, combinado com a eficácia sportinguista, manteve os dois golos de diferença a meio do primeiro tempo.

O Sporting veio ao Dragão Caixa em modo “Champions”, e os dragões mostravam visíveis dificuldades no plano ofensivo, com Miguel Martins a precipitar-se na hora de definir e Rui Silva com dificuldades em ler os movimentos do seis-zero leonino, o que levou o FC Porto a ter de resolver dentro do limite do jogo passivo.

Uma parte da solução de Magnus Andersson chegou do banco. Angel  Hernandez entrou e marcou por quatro vezes, tornando-se o melhor marcador azul e branco na primeira parte. Do lado leonino, Ghionea continuou a assumir-se como o homem em destaque, ao marcar três livres de sete metros em outros tantos possíveis e tornando-se o máximo goleador da sua equipa, com cinco golos.

Com falhas atacantes, defesas impressionantes em ambas as balizas e um ritmo elevado de ambas as partes, o resultado chegou ao intervalo com 12-15 no marcador, a favor do Sporting CP.

A segunda parte abriu com um golo para cada lado. Alexis primeiro, para o FCP, e a resposta de Carneiro para o SCP. O Sporting teve uma exclusão e os “dragões” aproveitaram para colocar dois pivots e dois centrais em campo, de forma a aproveitar os espaços nas costas da defensiva leonina. A fórmula deu resultado, através de Miguel Martins. O central português foi determinante nesta fase do jogo azul e branco.

Quintana brilhava na baliza, Miguel Martins no ataque, e o fator “casa” começava a notar-se, com os jogadores leoninos a mostrarem algum nervosismo. O FC Porto apostou no sete contra seis e aproximou-se dos visitantes, chegando ao empate que o Sporting desfez prontamente. Os “leões” chegaram à entrada do último quarto de jogo a vencer por duas bolas.

Num jogo onde reinava o equilíbrio, o acerto era determinante e, à entrada dos últimos dez minutos, registava-se um empate no marcador, depois de Areia ter convertido um livre de sete metros e o quinto golo da conta pessoal.

Com o Dragão Caixa em ebulição, o FC Porto chegou, pela primeira vez, à vantagem no marcador, aos 20 minutos, por António Areia. O placar registava 24-23 a favor dos dragões.

Numa altura em que o Sporting orientava o jogo para o seu pivot, Tiago Rocha, este forçou uma exclusão a Miguel Martins e deixou a sua equipa a jogar com mais um durante dois minutos. A vantagem numérica não serviu aos leões, que viram Alfredo Quintana parar o remate de Pedro Solha e Angel Hernandez concretizar no ataque, aumentando a vantagem portista para dois golos.

O Sporting voltou a falhar por intermédio de Edmilson e o Porto não fez melhor por Angel Hernandez. Depois de uma falta atacante leonina, o FC Porto concretizou uma aérea, por António Areia, e chegou aos três golos de vantagem no marcador, à entrada dos cinco minutos finais.

Quintana travou o remate de Pedro Valdés e Magnus Andersson pediu o seu último desconto de tempo. Fábio Magalhães marcou e o FC Porto arrecadava uma vantagem de quatro golos a menos de três minutos do final da partida.

Uma falha ofensiva para cada lado e o jogo deu-se por resolvido, a 30 segundos do fim, com o FC Porto a vencer por 28-23.

Num jogo de tripla, a corresponder a todas as expectativas criadas, o FC Porto foi acabou por ser melhor, depois de estar 50 minutos atrás do resultado. Um Sporting muito competente, com jogadores de grande qualidade, mas com falta de discernimento nos momentos finais, abandona, assim, a prova.

No final da partida, Magnus Andersson considerou a vitória justa, acrescentando que a equipa, na maior parte do jogo, “jogou num oito contra seis, com o apoio dos adeptos”. Do lado leonino, o técnico  Hugo Canela considerou que o Sporting “ cometeu erros fruto da falta de concentração”.

Com esta vitória, o FC Porto avança na competição, e terá como adversário, nos quartos de final da Taça de Portugal, o CF Os Belenenses.

Artigo da autoria de Pedro Diniz