Desporto

À conversa com Luís Silva e Bruno China: “O jogador tem de respeitar o Futebol”

Na véspera dos 112 anos do Leixões Sport Club, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto recebeu o jogador Luís Silva e o treinador adjunto Bruno China. A dupla falou das respetivas carreiras e abordou as características da vida de futebolista profissional.

O bar da Faculdade de Letras da Universidade do Porto (FLUP) recebeu o jogador Luís Silva e o treinador adjunto Bruno China, do Leixões Sport Club. Ambos os profissionais começaram por comentar as dificuldades de um jogador de futebol. Bruno China realçou o “privar da vida social” como um dos fatores mais complicados. Luís Silva acrescentou, ainda, os “salários em atraso” e a probabilidade de ingressar no mercado de trabalho depois do fim da carreira.

Por outro lado, o jogador de 26 anos revelou que “acorda contente por jogar”. Destaca também o salário “mais avultado que os empregos normais”.

Já o treinador-adjunto do Leixões referenciou a discrepância de mediatismo entre a Liga NOS e a Segunda Liga. e realçou as “lacunas em termos de infraestruturas” de certos clubes. Luís Silva chamou à atenção para o facto de apenas dois dos sete jogos da Segunda Liga serem televisionados.

A época atual do Leixões foi alvo de uma reflexão por parte dos dois profissionais. Luís disse que o clube está “estável na tabela”. Porém, ambos os profissionais realçaram a ambição de chegar mais longe. “Queremos mais”, admitiram. O Leixões encontra-se neste momento no nono lugar Ledman LigaPro, com 12 pontos em nove jogos.

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Findas as perguntas do moderador, os dois convidados estiveram disponíveis para responder a perguntas do público.

Questionado sobre as diferenças entre a profissão de jogador e treinador, Bruno China considerou a segunda mais exigente.  O adjunto falou de responsabilidades como avaliar adversários, rever vídeos, elaborar treinos e esquemas táticos. “É um papel mais ativo e exigente”, conclui.

Sobre o fim da carreira futebolística, Luís Silva revelou que “não tem nenhum momento projetado”. O profissional reiterou a imprevisibilidade da carreira de um futebolista e de como o jogador deve avaliar o seu percurso. “O jogador deve respeitar o futebol. Vou [continuar] até o meu corpo não respeitar o futebol”.

Em declarações ao JUP sobre a importância de iniciativas entre instituições educativas e entidades desportivas, ambos os convidados consideram a ideia “perfeita e ideal”. Bruno China afirmou que, hoje em dia, “é preciso um plano B” e que a educação é muito importante para os atletas. Já Luís Silva destacou o valor do “intercâmbio de conhecimento” entre estudantes e desportistas.

Terminou desta forma uma sessão de 45 minutos que elucidou os presentes sobre a vida de dois profissionais de futebol da Segunda Liga.  O Leixões defronta o SC Braga B, no próximo domingo, em jogo a contar para a Liga Ledman Pro.

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