Desporto

HÓQUEI: JOGO DE NERVOS CAI PARA OS “DRAGÕES”

O clássico entre Futebol Clube do Porto e o Sporting Clube de Portugal, este sábado, terminou com a vitória da equipa portuense por 4 - 3, a contar para o campeonato nacional de hóquei em patins.

O Futebol Clube do Porto (FCP) recebeu o Sporting Clube de Portugal (SCP) na 22.ª jornada do campeonato nacional de hóquei em patins. Os “dragões” entraram em campo no terceiro lugar e ainda na luta pelo título, enquanto o Sporting partiu da quarta posição. O Dragão Caixa foi o palco da disputa entre os dois clubes.

A partida começou muito tática, mas aos seis minutos de jogo, Hélder Nunes abriu o marcador, na recarga de um remate de Reinaldo Garcia ao poste. A equipa da casa faz o golo na primeira oportunidade. No minuto seguinte, Rafa voltou a assustar os “leões” ao atirar a bola ao poste.

Vítor Hugo entrou no rinque ao minuto 13 e poucos segundos depois foi admoestado com o cartão azul, depois de uma falta sobre João Pinto. No consequente livre direto, Pedro Gil – antigo jogador azul e branco -, atirou ao lado e, na recarga, Nélson Filipe defendeu o remate. Nos dois minutos de “powerplay”, o Sporting foi inofensivo e o resultado manteve-se.

No entanto, aos 19 minutos, Ferran Font aproveitou uma perda de bola de Jorge Silva para empatar a partida.

O jogo encaminhou-se para o intervalo empatado, mas, a dois minutos do descanso, Vítor Hugo fez o 2 – 1 para os portistas, assistido por Telmo Pinto. Ainda antes do intervalo, a dupla de arbitragem assinalou livre direto a favor dos “verdes e brancos”, a castigar uma falta de Ton Baliu. Na conversão, Ferran Font não conseguiu enganar Nélson Filipe. A primeira parte chegou ao fim com vantagem caseira.

O segundo tempo começou com mais uma oportunidade para os dragões.

Gonçalo Alves, de grande penalidade, permitiu a defesa a Ângelo Girão, aos 32 minutos. No minuto seguinte, Rafa marcou mesmo, mas a dupla de arbitragem invalidou o tento, por alta do número nove portista. Poucos segundos depois, a dupla de arbitragem assinalou penalti a favor dos lisboetas, mas Sergi Miras não aproveitou. Os “leões” chegaram à décima falta e Hélder Nunes aproveitou para bisar na partida.

À passagem do minuto 37, João Pinto fez o 3 – 2 em contra ataque.

Aos 42 minutos é assinalado novo livre direto para o FC Porto, mas o capitão portista não conseguiu bater Ângelo Girão. Três minutos depois, Ferran Font viu o cartão azul, depois de uma confusão com Reinaldo Garcia. A jogar com mais um, os “dragões” dilataram a vantagem. Rafa, aos 46 minutos, fez o 4 – 2.

Protestos entre o treinador sportinguista e a bancada levaram a um atraso no jogo.

Os ânimos foram acalmados e o jogo recomeçou. O Sporting fez de tudo para chegar ao golo e os adversários só se preocuparam em defender, até que, a 45 segundos do final, os “dragões” chegaram à décima falta. Na conversão do livre direto, Caio – também antigo jogador dos “dragões” -, atirou ao poste. A bola ainda ressaltou nas costas de Nélson Filipe, que ainda lançou o braço para trás na tentativa de não deixar a bola entrar.

Não foi claro se a bola entrou ou não, nem mesmo com recurso às imagens televisivas, mas os árbitros deixaram jogar e na sequência do lance assinalaram golpe duplo. O Dragão Caixa festejou como se de um golo se tratasse.

No final do jogo, Guillem Cabestany, treinador dos “dragões”, disse que “foi um jogo muito difícil”  e que “faltou fluidez ofensiva” aos portistas. O técnico afirmou ainda que a equipa da casa “fez um jogo defensivo muito bom” e que “a vitória foi muito importante na luta pelo título”. Cabestany terminou com uma promessa: “a equipa vai continuar a trabalhar para chegar ao título”. Sobre os ânimos no final do jogo, o treinador considerou que “todos (jogadores e adeptos) podiam ter gerido melhor os nervos”.

Já Paulo Freitas, técnico sportinguista,  estava muito resignado. O treinador da equipa do sul disse que “foi um jogo em que o Sporting marcou os mesmos golos que o adversário e saiu com zero pontos”. Afirmou que a estratégia passava por “pôr o FC Porto a cometer erros e aproveitá-los” e que sai “satisfeito com a prestação dos jogadores”. Por fim, Paulo Freitas explicou o que se passou com a mesa de jogo. “O jogo estava parado, mas o tempo estava a decorrer”, concluiu.

O próximo jogo dos “dragões” é frente ao primeiro classificado, União Desportiva Oliveirense (UDO), em Oliveira de Azeméis, no próximo sábado às 17:00.