Desporto

MAIA RECEBEU TAÇA DE PORTUGAL DE GINÁSTICA ARTÍSTICA

A taça de Portugal de ginástica artística decorreu no dia 1 de abril, no Complexo Municipal de Ginástica da Maia.

A competição desenrolou-se em duas sessões – taça de Portugal jovem e taça de Portugal absoluta – e contou com a participação de cerca de 120 ginastas, em representação de oito clubes.

Fruto de uma parceria entre a Federação de Ginástica de Portugal (FGP) e o Ginásio Clube da Maia (GCM), a prova recebeu ainda o apoio da Câmara Municipal da Maia: “A Federação, neste caso, teve uma responsabilidade mais ao nível do processamento de resultados e de enquadramento da competição. Tudo o que é relacionado com os aparelhos, o Ginásio Clube da Maia foi o responsável”, revelou ao JUP André Nogueira, diretor técnico nacional de ginástica artística.

Na ginástica artística masculina, os ginastas competiram nos seis aparelhos que compõem a disciplina: barra fixa, barras paralelas, cavalo com arções, salto sobre cavalo, argolas e solo. Na feminina, as atletas concorreram no solo, salto sobre cavalo, paralelas assimétricas e trave.

A prova era da primeira divisão e as equipas femininas tinham de ter pelos menos três atletas – e um máximo de cinco – para competirem em “all-around” (em todos os aparelhos). Na prova masculina, as regras eram as mesmas, mas o total podia ser de seis ginastas.

A taça de Portugal jovem decorreu da parte da manhã e albergou os escalões iniciado e juvenil (dez aos 13 anos). A taça de Portugal absoluta teve lugar à tarde e envolvia os escalões júnior e sénior (≥15 anos). A prova contou com a presença de 12 juízes – quatro por aparelho – na ginástica artística feminina e dez juízes – três por aparelho – para a masculina.

Na taça de Portugal jovem, a equipa A do Sport Club do Porto (SpCP) subiu ao primeiro lugar, com 131,700 pontos. Para a equipa A do Ginásio Clube Português (GCP), 130,300 pontos foram suficientes para alcançar o segundo lugar na competição. O GCM completou o pódio com 127,800 pontos.

Os resultados na competição valeram a integração de cinco atletas na seleção nacional de esperanças: Mafalda Costa, Lia Sobral, Tânia Almeida, Maria João Mendes e Francisca Cancela.

A taça de Portugal jovem masculina teve um resultado semelhante. A primeira classificada foi a equipa A do SpCP, com um total de 191,550 pontos. A equipa B do mesmo clube conseguiu 175,900 pontos e conquistou a segunda posição. O GCP preencheu o terceiro lugar do pódio com 173,350 pontos.

Na taça de Portugal absoluta feminina, a equipa A do SpCP foi a vencedora, com um total de 142,400 pontos. As equipas do GCM e do GCP preencheram o pódio com um total de 138,600 pontos e 128,100 pontos, respetivamente.

A taça de Portugal absoluta masculina foi vencida pela equipa A do GCP, que somou 217,200 pontos. A equipa do SpCP conquistou o segundo lugar com 217,200 pontos e a equipa B do GCP ficou na terceira posição, com 136,800 pontos.

André Nogueira referiu que há vários anos que não existiam competições na Maia “por questões de logística e de equipamentos que não estavam capacitados e homologados para fazer competições”. No entanto, resolvidos esses problemas, a Federação começou “a utilizar o Complexo Municipal da Maia para fazer as provas da 1.ª Divisão”. Para o técnico nacional, é importante diversificar os locais de competição, porque têm estado “muito restringidos ao Centro de Alto Rendimento da Anadia”. Neste momento, já existem dois pólos para competições, mas o objetivo é “aumentá-los a locais”.

No diz respeito ao panorama nacional da ginástica artística, o André Nogueira confessa que a modalidade está a crescer em número de filiados em Portugal e que “felizmente tiveram participações olímpicas nas últimas Olimpíadas”. Agora, resta à FGP “dotar os clubes de espaços que permitam o treino e também a realização de competições”.

Xneqìn Zhào, treinadora do Ginásio Clube Português, disse ao JUP que treina a equipa feminina de juvenis “há cerca de 4 anos” e que “as ginastas têm progredido muito rápido”. Zhào mencionou ainda que “a ginástica artística, neste momento, já evoluiu muito e tem mais praticantes, mas a qualidade ainda precisa de ser melhorada”.