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GINÁSTICA ACROBÁTICA: “DEBATERAM-SE COM OS MELHORES E FORAM BRONZE”

Portugal conquistou, este domingo, a medalha de bronze na Taça do Mundo de ginástica acrobática em pares mistos. A competição realizou-se no Complexo Municipal de Ginástica da Maia, juntamente com a Maia International Acro Cup.

Quatro dias de Ginástica Acrobática garantiram a Portugal uma medalha de bronze na FIG Acro World Cup e mais de uma dezena de medalhados no Maia International Acro Cup (MIAC).

TAÇA DO MUNDO DE GINÁSTICA ACROBÁTICA (FIG Acro World Cup)

Com bancadas cheias e curiosidade sobrelotada, a cidade da Maia acolheu, pela sexta vez consecutiva, uma prova internacional na modalidade de ginástica acrobática.

Ao ritmo de aplausos, o par misto João Martins e Carolina Dias entrou no tapete. Há sete meses juntos, os ginastas portugueses estrearam-se lado a lado nesta competição. Em declarações ao JUP, o João Martins assegura que a prestação “foi igual ou melhor do que o ano passado” e, por isso, “a mudança de par não afetou o trabalho desenvolvido.” A sequência de acrobacias garantiu à dupla o terceiro lugar do pódio, com 28.690 pontos. Os dois pares russos em prova asseguraram a medalha de ouro e prata com uma pontuação de 29.080 e 28.960, respetivamente. Na 11.ª edição da Taça do Mundo, reconhecem que “a concorrência aumentou”, mas dizem estar “satisfeitos.” Para o ano de 2017, os atletas delinearam como objetivos os “World Games e o Campeonato da Europa.”

“Uma apaixonada por ginástica”. É assim que Ana Cardoso, treinadora da Federação de Ginástica de Portugal (FGP) se define, enquanto acompanha a prestação do par misto português. Nos bastidores da competição, a voz de quem pertence à ginástica desde os quatro anos de idade, afirma: “debateram-se aqui com os melhores e foram bronze. O que podem fazer na ginástica é agora ou nunca.”

A execução da rotina é fiel à música escolhida. Na disciplina com maior número de filiados em Portugal, Ana Cardoso afirma que a originalidade para a coreografia surgiu da individualidade de cada atleta: “tentamos ir buscar o melhor de cada um e imaginar o que é que podemos reproduzir diferente para não cairmos no erro de copiar”.

A entrega das medalhas contou com os discursos de Manuel Barros, Presidente do Acro Clube da Maia; João Paulo Rocha, Presidente da Federação de Ginástica de Portugal (FGP) e Bragança Fernandes, Presidente da Câmara Municipal da Maia. A confiança depositada, há seis anos consecutivos, na organização da Taça do Mundo foi um dos fatores realçados pelos intervenientes: “É uma confiança que tentamos ser merecida.” O futuro passa por continuar a “acreditar na Maia”, uma cidade que “aposta na juventude”.

A competição foi organizada conjuntamente pela Federação de Ginástica de Portugal (FGP), pelo Acro Clube da Maia e pela Câmara Municipal da Maia.

MAIA INTERNATIONAL ACRO CUP (MIAC)

Começou cedo a última manhã de competição. A final do escalão Youth, compreendido entre os 8 e os 14 anos de idade, inaugurou um dia que se avizinhava longo. As finais dos escalões AG1 (Age Group 1), com idades entre os 11 e os 16 anos, e AG2 (Age Group 2), dos 12 aos 18 anos, encerraram a primeira metade do dia. Molly Berry, Trudie Roper e Sumaiya Hines compõem o trio britânico que alcançou o segundo lugar do pódio na final de grupos femininos AG1. O trio compete junto há cerca de dois anos: “tem sido muito bom trabalharmos juntas”, contou Berry ao JUP.  Aos 14 anos, já participaram em “bastantes competições”, no entanto, veem neste torneio uma “possibilidade de defrontar os melhores da ginástica” e, por isso, “apostaram na preparação.”

Uma vez terminada a FIG Acro World Cup, chegou o momento dos escalões Júnior (13 aos 19 anos) – Tomás Filipe e Henrique Branco – e Sénior (+15 anos) – Rodrigo Santos e Hugo Santos – pisarem o tapete do Complexo de Ginástica da Maia. Os ginastas arrecadaram em ambas as categorias a medalha de ouro.

“O MIAC é a melhor prova internacional”, quem o sublinha é a treinadora da FGP, Ana Cardoso. A sexta edição reuniu na Maia atletas de 20 países que competiram em cinco escalões. Com mais de uma mão cheia de clubes portugueses inscritos, Ana Cardoso confirma o valor dos nacionais: “Portugal está a melhorar a olhos vistos”, refere ao JUP.

Todos os resultados podem ser acompanhados na App MIAC, que pode ser descarregada gratuitamente.