Cultura

MEXEFEST ENCHE O CORAÇÃO DE LISBOA: DO GLAM-ROCK AO POP EM 5 MINUTOS

O segundo dia do Mexefest ganhou destaque pela imensa variedade de públicos que acolheu. Desde a excentricidade de Peaches, às melodias apaixonantes de Patrick Watson, passando pela energia de Georgia e do inconfundível Ariel Pink, não há dúvida que estes foram os nomes que marcaram o segundo dia.
Fotografia: Nádia Teixeira.

Durante a tarde, o Mercado de Música Independente animou o Museu de História Natural e da Ciência com variadas atividades destinadas a toda a cidade. Os concertos, por outro lado, também se iniciaram mais cedo, com o Tanque a iniciar a sua atividade às 17h para o do Colétivo Bomba de Oxigénio.

O primeiro concerto obrigatório teve início às 21h, com Ariel Pink a pisar o palco nobre do festival, o Coliseu dos Recreios. O público sabia o que o esperava, pois a presença anómala do músico é para todos os fãs umas das grandes qualidades do artista que se lançou em 2003. Mas a grande surpresa da noite viria um pouco mais tarde. Georgia apresentou-se num Tivoli inicialmente a meio gás, para um concerto que sobressaiu nesta edição do Mexefest. A artista atuou na bateria, acompanhada por sintetizadores, que fizeram  furor e encheram rapidamente a sala. Georgia Barnesé emocionou-se e terminou com “Nothing Solutions”.

Bombino iniciou-se por volta das 23h20. Já todos esperavam a sua energia contagiante, mas foi Peaches, com 47 anos, que deu um dos concertos mais elétricos do festival. Com sala cheia, a artista apresentou-se sozinha em palco acompanhada de uma mesa de mistura. Nada mais necessitou para conseguir levar todo o espaço a dançar ao som de alguns dos maiores hits da música eletrónica do início do milénio. Conhecida pelas suas letras feministas e atuações pouco convencionais, a artista interagiu com o público, que cantou alguns dos grandes êxitos da cantora, durante todo o concerto.

Patrick Watson tomou o palco do Coliseu para dar início ao último concerto, na maior sala do festival, por volta da 00h20. O público esperava-o ansiosamente. O artista é conhecido pelas suas melodias calmas e fez o que sabe fazer de melhor, com um público completamente silencioso durante cada uma das suas músicas, em que os únicos sons audíveis foram as vozes dos fãs. “That Home” (colaboração com The Cinematic Orchestra), “The Great Escape” e “Lighthouse” foram cantados por todo o coliseu, com grandes ovações para o artista.

Seven Davis Jr fechou o festival no Palácio Foz, numa noite que para muitos acabou cedo demais. A época de festivais encerrou com este Vodafone Mexefest, num ano em que esgotou e trouxe a música à capital.