Cultura

MAIS ROCK E MENOS IDADE NO SEGUNDO DIA DE SBSR

O segundo dia de festival começou cedo, logo pelas quatro da tarde. Público mais jovem que no dia anterior para enfrentar uma noite difícil de concertos: Blur, os mais esperados, Savages, The Drums, dEUS, Da Chick, entre muitos outros. Que todas as noites difíceis sejam assim. O JUP continuou por lá.
Fotografia por Margarida David Cardoso.
Vídeo por Leonor Tudela.

Isaura. Com apenas um ano de vida – ok, não ela, calma, o projeto – estreou-se nas lides festivaleiras no Palco EDP. O concerto foi muito cedo, o que explica o pouco público. Mas merece o nosso destaque por Serendipity e pelo percurso que está a fazer.

O Palco EDP teve grande destaque neste dia. Adam Bainbridge é Kindness e este é o seu projeto a solo. O cantor britânico é dono de World, You Need a Change of Mind (2012) e Otherness (2014) e deu um concerto cheio de energia, do alto do seu fato azul, numa disputa constante pelo protagonismo com a sua banda. O público gostou e nós também. Esta foi já a sua segunda atuação em Portugal, depois de ter estado na última edição do Vodafone Mexefest.

No Palco Super Bock aguarda-se a chegada dos The Drums, a banda de Nova Iorque, de indie pop, de Jonathan Pierce e Jacob Graham. Trouxeram Encyclopedia, mas também alguns dos seus maiores êxitos mais antigos. Depois de já terem pisado várias vezes palcos nacionais, mais uma vez não desiludiram os fãs que os esperavam.

Hora agora de passar pelo Palco Antena 3 para ver Da Chick, que começam o concerto com uma ordem: You better make some noise!. Do the Clap, Cocktail ou Funk Call foram algumas das músicas que puseram todos a mexer. Caso para dizer Da Chick is fucking freak. E quem o disse foi Teresa de Sousa. Mas nós concordamos.

Num dia em que o salto de palco em palco foi uma constante, voltamos ao Palco EDP. Desta vez para assistir ao concertos dos Savages, a banda Londrina de post-punk-rock, uma mistura caricata. Os Savages são brutais. Já estiveram cá no primeiro Primavera Sound e depois no Mexefest e agora voltaram. O grupo vestido de negro deu um concerto de cerca de uma hora, mas as músicas ecoaram nas nossas cabeças durante mais tempo.

Entretanto o Meo Arena estava a meio gás para receber Jorge Palma e Sérgio Godinho. Os dois músicos portugueses não conseguiram encher mais de metade do pavilhão, mas quem permaneceu teve direito a clássicos como Dá-me lume ou Frágil, de Jorge Palma, e O Elixir da eterna juventude, de Sérgio Godinho.

Entretanto, os também portugueses Best Youth quase conseguiram mais gente no Palco Antena 3, que pareceu pequeno para eles. Num alinhamento que não fugiu do que têm feito, tocaram temas do álbum e outros mais antigos. A banda apresentou o primeiro trabalho pela primeira vez em Lisboa e quem viu, gostou.

O palco continua com dEUS. Desta feita já com o Meo Arena mais composto, com uma massa de fãs fiéis. A banda belga já leva 20 anos disto e tem uma legião de fãs em Portugal, podendo até considerar-se uma banda de culto. Following Sea é o seu último álbum e data de 2012.

Blur. Chegava a hora. Os cabeças de cartaz da noite estão aí. A banda de rock alternativo, formada em Londres, em 1989, conseguiu compor a Arena. Começaram por Go Out, There’s No Other Way e Lonesome Street, e terminaram com Girls & Boys, For Tomorrow e The Universal, num alinhamento semelhante ao que têm feito, não havendo grandes surpresas. Damon Albarn mergulhou no público, que dançava e aplaudia sem se cansar. No encore tocaram Girls and Boys com a bandeira portuguesa nas mãos. O público gostou e isso é o mais importante.

Hoje há mais, para terminar um SBSR: Florence and The Machine, Crystal Fighters, Franz Ferdinand, entre muitos outros.