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Ok John: timbre carioca e sotaque britânico

Ok John é o artista do país irmão que deseja reavivar a nossa paixão pelo rock, que outrora já abalou o ritmo do mundo. Do Rio de Janeiro diretamente para o JUP, falou-nos de como a música é o idioma universal que escolheu falar. Não nos podiamos ter entendido melhor! Por Márcia Branco

Quem é João Pedro Leite?
Essa pergunta é muito difícil de ser respondida. O João Pedro Leite tem 22 anos, mora no Rio de Janeiro e curte fazer música. Por enquanto acho que é só isso!

Tiveste alguma pretensão ao escolher o teu nome artístico em inglês?
Sim. Acho que hoje em dia, com o mundo todo conectado online, as barreiras geográficas acabam por ser minimizadas. Por isso, achei importante um nome que pudesse ser reconhecido e facilmente pronunciado em qualquer língua. Ainda mais porque a minha música é em inglês.

Que desafios maiores acarreta iniciar a carreira de forma independente?
Acho que o maior desafio é ser ouvido. Ao mesmo tempo que a rede nos dá acesso a uma imensidão de meios para divulgar música e fazê-la chegar às pessoas, também nos faz disputar espaço online com vários outros artistas incríveis que estão tentando ser ouvidos.

“Por enquanto está sendo um trabalho pouco a pouco, mas estou feliz com o resultado.” 

Foste primeiro guitarrista, compositor ou cantor?
Guitarrista, depois compositor e por último cantor. Cantar foi consequência de ter escrito as músicas.

Como descreverias o processo de criação do teu EP?
Eu passo o tempo a escrever melodias, frases e acordes… gravo muito na tentativa e no erro, até surgir algo suficientemente bom a ponto de eu querer lançar! Acho que ainda estou a descobrir quem sou como compositor, e espero poder encontrar logo.

Que caminho pretendes delinear enquanto artista?
Espero poder continuar a escrever músicas e a gravar enquanto houver gente a querer ouvir. Ser reconhecido por isso é uma consequência, mas admito que o meu sonho é viver de música, conhecer outros artistas, fazer shows e todos os outros detalhes que envolvem essa caminhada.

Quais as vantagens e desvantagens, na tua opinião, deste novo mundo de streaming na música?
A vantagem é a facilidade que existe hoje em dia de lançar música para o mundo. Antigamente era preciso um contrato com uma editora, um estúdio caro, um empresário… Mas hoje basta escrever uma música e gravar só com voz e violão, e ela pode ir para o online. E se for boa o suficiente já começa a criar um público. Antes da era do streaming era mais difícil de se fazer isso. A desvantagem vem por consequência da vantagem. Como o processo é muito fácil, há muita gente a fazer isso, o que cria um mundo de artistas e canções a ser lançadas diariamente.

“Toda a gente está a disputar um espaço na playlist das pessoas.”

Portugal está nos teus planos?
Com certeza! Por ser um país de língua portuguesa foi sempre uma primeira opção quando penso em expandir-me para outro país. Seria um sonho poder fazer shows em Portugal!

Artigo da autoria de Márcia Branco