Cultura

A MAGIA DE HENRI CARTIER-BRESSON

São 121 retratos do fotógrafo mundialmente conhecido, Henri Cartier-Bresson, em exposição na Alfândega do Porto. Por Joana Novo

À entrada da exposição, uma frase do fotógrafo é destacada: “o retrato é um vestígio da vida imediata, há algo mágico”. É este o mote para a exposição “Henri Cartier-Bresson: Retratos” com curadoria de Aude Raimbault, que estará patente até ao dia 12 de abril de 2020.

As fotografias expostas baseiam-se no seu livro “Tête à Tête”, de 1998. As primeiras obras datam a década de 30, período durante o qual Bresson se inicia na fotografia e viaja pela Europa acompanhado pelo seu amigo André Pieyre de Mandiargues.

Fotografia: Inês Moura Pinto
Fotografia: Inês Moura Pinto

Segue-se a década de 40, e é em 1947 que o francês se junta a Robert Capa, George Rodger e David Seymour para fundar a agência Magnum Photos, agência que ainda hoje surge como uma das cooperativas mais conceituadas no mundo artístico.

Os anos transformam-se em décadas à medida que o espectador se move entre os retratos de Henri Cartier-Bresson. Estão presentes fotografias feitas em França, Pólonia, Espanha, México e Estados Unidos. Alguns são rostos anónimos que suplicam por atenção, outros são retratos de celebridades – Trumam Capote, Edith Piaf, Simone de Beauvoir, Jean-Paul Satre, entre outos –  da forma como nunca antes foram captados.

As imagens de Bresson agarram a atenção do espectador, convidando-o a entrar, oferecendo um olhar íntimo à essência de cada uma das personalidades que fotografou.

As visitas à exposição decorrem de segunda a sexta, das 10h às 19h, e ao sábado, domingo e feriados, das 10h às 20h. A exposição estará na Alfândega do Porto até ao dia 12 de abril de 2020.

Artigo da autoria de Joana Novo.