Cultura

SILÊNCIO, QUE SE VAI CANTAR O FADO

A Serenata Monumental regressou aos Aliados em peso para iniciar mais uma Semana Académica da Invicta. Por Inês Moura Pinto.

Traçaram-se as capas, ergueram-se as pastas fitadas e limparam-se as lágrimas. Foi assim mais uma Serenata Monumental da Semana Académica do Porto, desta vez de volta aos Aliados.

Às 00h01, apagaram-se as luzes, fez-se silêncio e ouviu-se cantar o fado. Independentemente da universidade, faculdade, curso ou ano, esta foi a atuação da Queima das Fitas do Porto que uniu mais pessoas.

Assim que a Balada de Despedida ecoou pela Avenida, foram muitos os que se deixaram embalar e se emocionaram com o fim de mais um ano académico. “Capa negra de saudade / No momento da partida / Segredos desta cidade / Levo comigo para a vida”, assim ditam os versos aos quais nenhum estudante ficou indiferente.

Para uns, foi uma receção; para outros, uma partida. Os caloiros levaram o traje à Serenata pela primeira vez, e os finalistas pela última. Foram várias as demonstrações de sentimento durante a Serenata, que encheu os Aliados de uma ponta à outra.

Padrinhos a traçar afilhados, amigos a trocar fitas com dedicações, famílias a ver os estudantes encerrarem mais um capítulo e abraços de despedida fizeram deste um momento solene e marcante no percurso de muitos jovens.

Falou-se muito de união, respeito e silêncio. A Serenata deste ano ficou marcada por uma mensagem de repreensão no final. Os estudantes foram chamados à atenção pelo desrespeito do silêncio durante as atuações, em particular por se tratar da celebração dos 30 anos da Serenata do Porto.

No fim, depois de se gritarem com furor as casas e cursos que constituem as Universidades do Porto, muitos aguardaram o vídeo da Federação Académica do Porto “Somos Academia”, que também já é tradição.

O JUP foi descobrir o significado da Serenata para os estudantes do Porto.