Cultura

MIGUEL ARAÚJO LEVA A CASCA DE NOZ AO GARRETT

O músico esgotou o Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim, com o seu mais recente concerto a solo, “Casca de Noz”, num ambiente acolhedor e divertido. Por Catarina Lopes.

Entre os meses de fevereiro e junho de 2019, Miguel Araújo vai em digressão pelo país para apresentar o seu mais recente concerto a solo, “Casca de Noz”. O Cine-Teatro Garrett, na Póvoa de Varzim, deu palco ao músico e aos seus instrumentos, no passado dia 17. Acompanhada à vez por aquele leque de companheiros de cordas, a música de Miguel Araújo protagoniza um espetáculo intimista, envolto por um cenário da autoria de Ana Sequeira.

 

“Casca de Noz” serei eu sozinho no palco, à deriva, por entre guitarras, ukeleles, um piano e as minhas canções. As que sou eu que canto e as que fiz para serem cantadas por outros. E as que vierem a propósito na altura, dos autores que são a raíz de tudo aquilo que eu faço. “Casca de Noz” é a imagem dessa embarcação frágil, que pode colapsar e afundar a qualquer momento. Mas também é a expressão que os anglófonos usam quando querem recorrer ao poder da síntese. “Casca de Noz” é também imagem de coisa robusta. Podem ser as músicas e essa força de poderem existir como quando nasceram, tocadas só ao piano ou à guitarra. Ando sempre à procura dessas canções. Aquelas que caem na rede de caçar borboletas que um compositor nunca recolhe. Sonho com aquelas que, de tão imensas, cabem dentro duma casca de noz.

Miguel confessou aos poveiros que foi precisamente no Casino da Póvoa de Varzim que cantou pela primeira vez, em 2001 e confessou também que adormeceu em palco, numa dessas atuações. “Eu já tocava, mas nunca tinha cantado. Foi aqui na Póvoa de Varzim que me estreei como cantor”.