Cultura

CAPITÃO FAUSTO ESTREIA ÁLBUM NA CASA DA MÚSICA

Lançado em março, “A Invenção do Dia Claro” é o quarto álbum dos Capitão Fausto. Por Joana Novo.

Três dos singles já eram conhecidos – “Sempre teu”, “Faço as Vontades” e “Amor, a nossa vida” – quando o álbum A Invenção do Dia Claro foi lançado oficialmente. Com ele, foram anunciadas as datas da tour de apresentação que conduziram os Capitão Fausto à Casa da Música esta quinta-feira.

O concerto está esgotado e as pessoas começam a reunir-se muito antes da hora do espetáculo. Estão presentes famílias, grupos de jovens, casais mais velhos, mas acima de tudo sente-se a presença da comunidade fiel de fãs que não perde um concerto da banda de Lisboa.

A Sala Suggia (a maior da Casa da Música) enche-se num piscar de olhos, e rapidamente já toda a gente está sentada. Este é um concerto com uma disposição diferente a todos os outros – marcados por moches e encontrões – onde os Capitão Fausto foram protagonistas, mas o próprio álbum que apresentam é diferente de tudo aquilo que já fizeram.

“Certeza” é o tema de arranque, seguindo-se de “Faço as Vontades”, e se é verdade que a plateia está sentada, não podemos afirmar por completo que se encontra adormecida. À terceira obra, “Santa Ana”, o público inteiro já se encontra frenético, a gritar, a bater palmas e a vibrar ao som do solo de bateria. A energia não se perde, muito pelo contrário: o entusiasmo da plateia aumenta quando “Amanhã Tou Melhor” se ouve, uma das faixas mais conhecidas da banda.

“Nós estivemos cerca de dois anos a fazer isto e é um prazer tocá-lo aqui no Porto pela primeira vez. (…) Obrigada por virem neste dia de chuva”, afirma Tomás Wallenstein, e é quando acaba de proferir estas palavras que soam as primeiras notas de “Amor, a nossa vida”. O discurso, os acordes do piano e a energia do público que reconhece um dos mais recentes singles do último álbum e que acompanha a letra com a banda fazem deste tema um dos momentos de destaque da noite.

Mas é só quando a banda apela ao público para se levantar das cadeiras que o concerto parece tomar uma outra dimensão: a plateia levanta-se sem pensar duas vezes e é durante “Célebre Batalha de Formariz”, “A Febre” e “Morro na Praia” que a mancha de pessoas que enche a sala dança e salta como um só.

O novo álbum é bem recebido e isso sente-se. A sala transpira ânimo, e as letras d’A Invenção do Dia Claro estão decoradas de uma ponta à outra. Os Capitão Fausto recebem longas salvas de palmas e mesmo quando terminam de tocar o último tema do álbum e o último tema da noite, decerto ninguém quer realmente que aquele seja o final.