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JUP RETROSPETIVA: AS MELHORES SÉRIES DE 2018

Com o fim do ano ao virar da esquina, o JUP faz um apanhado daquelas que foram as séries mais marcantes de 2018 a nível nacional e internacional. Por Cristiana Rodrigues, Inês Saraiva e João Malheiro.

Os dias passam a correr e nem sempre temos o tempo desejado para processar ou digerir tudo o que acontece ao nosso redor. As retrospetivas permitem analisar as coisas com mais calma. Elas ajudam-nos a construir as imagens mentais de mais um ano cheio de tonalidades distintas e a admirar o que de melhor ele nos ofereceu.

O JUP volta a aproveitar os últimos dias de dezembro para fazer essa retrospetiva. Olhamos hoje para aquelas que consideramos as melhores séries de 2018. Hoje as nossas escolhas são estas. Amanhã podemos dar de caras com uma obra que nos vira do avesso e que nos obriga a reformular as nossas pequenas listas completamente. As retrospetivas têm destas coisas engraçadas.

Mas por agora fica a celebração. 2018 foi um ano cheio para o mundo da Cultura e 2019 já está aí à espreita.

The Americans T6

Acabar uma série nunca é fácil. Os fãs passam anos com expetativas e teorias sobre o desfecho da jornada das suas personagens favoritas e os criadores têm de saber como o executar.

É por isso que a sexta e última temporada de The Americans merece toda a aclamação que teve. Mais do que o enredo incerto de espiões, o drama familiar sempre teve uma maior preponderância na identidade do programa. A última coleção de episódios desta série funde os dois espetros num clímax que satisfez a maioria dos fãs.

Keri Russel e Matthew Rhys mostram, de novo, todo o seu talento e elevam um argumento de qualidade a um patamar superior. Todas as peças são colocadas na parte certa do tabuleiro e o desenlace não podia ser melhor por isso.

The Americans nunca foi das séries mais mediáticas, porém a consistência da sua qualidade vai deixar, sem dúvida, saudades.

GLOW T2

Depois de uma primeira temporada promissora, a continuação de GLOW manteve o charme que conquistou os espectadores e trouxe uma melhoria a todas as componentes.

Desde um guião mais maduro e focado na exploração do psicológico de todas as personagens às atuações brilhantes de Alison Brie, Marc Maron e Betty Gilpin, a série da Netflix era incapaz de produzir um mau episódio.

O mundo do wrestling profissional está recriado de maneira tão fiel como a década de 80, o que dá um estilo único a GLOW. No meio de tantas ilusões, são os bastidores realistas do entretenimento que tornam a série verdadeiramente boa. Ninguém é perfeito ou totalmente correto nas suas ações, mas mesmo nos piores momentos o espectador é capaz de ter empatia pelas personagens.

Os criadores prometem expandir ainda mais os horizontes da série. Se conseguirem fazê-lo com a mesma perícia desta segunda temporada, os fãs de GLOW podem estar descansados.

Bodyguard

Um autêntico fenómeno cultural. É a única frase necessária para descrever o impacto que esta série teve em terras de Sua Majestade. O drama político da BBC arrecadou um total de 17 milhões de espectadores para o seu último episódio, conseguindo os melhores números em 10 anos no Reino Unido.

Numa era de streaming e onde os episódios podem sempre ser revistos na Internet, Bodyguard fez com que nenhum inglês perdesse a transmissão na televisão, sob o risco de não poder discutir no dia a seguir o que tinha acontecido.

Richard Madden, conhecido por ser Robb Stark em Game Of Thrones, colocou alguns olhos na série. Contudo, foi o suspense viciante do enredo que captou cada vez mais espectadores.

Ao lado de Madden esteve a fabulosa Keeley Hawes, na interpretação de uma personagem com uma ambição política voraz. As peripécias e incertezas do tabuleiro de xadrez que é a política britânica, unido a um romance intenso e sem exageros, originaram um excelente conjunto de seis episódios.

Num ano forte para a televisão britânica, Bodyguard conseguiu competir com as próprias tendências dos consumidores. Um feito que a BBC, certamente, tentará reproduzir, mas que não se espera ser fácil.

Final Space T1

As séries de animação humorísticas são um mercado cheio de opções. Rick and Morty, BoJack Horseman, South Park, The Simpsons… A lista continua. Hoje em dia, para uma obra do género se destacar, é preciso fornecer algo mais além de piadas para adultos.

É aqui que Final Space surge. Um projeto de Olan Rodgers, apoiado por Conan O’Brien, esta aventura de ficção científica, no espaço, é muito mais do que se possa julgar ao início.

O humor, sem medo de ofender sensibilidades e sempre a brincar com o lado negro da comédia, conquista, lentamente, o espectador. Aliado a ele está uma animação fenomenal para os padrões atuais da indústria. Os movimentos e os planos são executados com uma raramente excelência vista em televisão.

No entanto, a melhor parte de Final Space só se revela com o passar do tempo. Por trás das piadas esconde-se um enredo bem construído, inesperadamente dramático e de um impacto impiedoso. A série consegue, num espaço de poucos minutos, provocar gargalhadas, ansiedade e lágrimas. Tudo de uma forma natural e fluída.

A aposta da TBS foi acertada e os fãs que acompanharam as peripécias de Gary e companhia aguardam, impacientemente, pela continuação no próximo ano.

Sara

Não se pode escrever esta lista sem mencionar o que é capaz de ser um dos maiores feitos da televisão portuguesa a nível da ficção. Marco Martins e Bruno Nogueira são os grandes responsáveis pelo êxito, mais crítico que de audiências, de Sara.

Sem medos de colocar ao ridículo muitas das práticas do cinema português, das telenovelas e do método padronizado instalado em Portugal na produção de projetos televisivos, a série é, também, um ótimo ensaio sobre as dificuldades da profissão de atriz.

Beatriz Batarda é o foco principal deste mundo que tanto tem de cómico como de trágico. A atriz faz um bom trabalho no papel principal, complementada pelo talento do restante elenco.

Pensada para a RTP 1, mas delegada para o segundo canal público, a série conseguiu deixar um marco neste ano que agora finda. A televisão portuguesa nunca teve algo semelhante a Sara. Resta esperar que, no futuro, haja coragem para apostar em projetos com este nível de inovação e qualidade.

João Malheiro

Atlanta  T2

The Robbin’ Season é a segunda temporada da aclamada série Atlanta, dirigida e encenada por Donald Glover. Earn, a personagem de Glover, é o primo e manager de Alfred, ou Paper Boi, um rapper em ascensão.

A série é muito mais do que uma série sobre uma cidade, apesar de ser um espelho da sua realidade. A pergunta base desta temporada é: como alcançar o sucesso mas manter-se fiel a si mesmo? Tal como o nome indica, há vários assaltos e roubos ao longo dos episódios, mas a maioria são roubos metafóricos. A corrente de Paper Boi não é a coisa mais importante que é roubada.

Nesta temporada há claramente algo mais tenso, mais surreal e mais áspero nos episódios. Não só pela violência física. É uma verdadeira casa de terrores metafórica, e outras vezes mais literal, com episódios como “Teddy Perkins”. É através desse lado mais negro que se retrata o lado mau e vazio da fama, mais especificamente na fama de pessoas negras. Personalidades como Michael Jackson são invocadas entrelinhas.

Há claramente uma influência de Get Out, de Jordan Peele, que forneceu a inspiração a Donald Glover para alguns dos episódios que marcaram o ano de 2018.

Bojack Horseman T5

BoJack Horseman era a estrela de um famoso programa de televisão dos anos 90 – “Horsin’ Around”. Agora, é um adulto amargo que se queixa de tudo e vive um estilo de vida pouco saudável em Hollywood. Nesta quinta temporada, vemos BoJack a mergulhar numa nova série – “Philbert” –, onde a personagem principal, um detetive perturbado e angustiado, é quase um reflexo seu, o que, a longo prazo, cria uma confusão entre a realidade e as gravações da série. Tanto para BoJack como para os espectadores.

BoJack não é uma boa pessoa. Isso ficou estabelecido nas temporadas anteriores, com todas as péssimas decisões que tomou e as suas más ações. Mas também não é necessariamente uma má pessoa. É essa a batalha interna de BoJack.

À primeira vista, pareceria apenas mais uma série de animação e comédia para adultos, mas as cinco temporadas surpreenderam constantemente e comprovaram o contrário. BoJack consegue retratar, através de um humor excêntrico, problemas de uma forma tão realista que outras séries que utilizam atores em vez de animais desenhados nunca conseguiram. Problemas psicológicos, doenças mentais, mas também outros problemas da nossa sociedade, como o do movimento #MeToo. Certos comportamentos ao longo de vários episódios relembram personalidades como Harvey Weinstein e Mel Gibson.

Bojack Horseman é uma série profunda para rir, chorar e, no final, olhar mais criticamente para nós próprios e para a sociedade que nos rodeia.

The Haunting of Hill House

A família Crain, Hugh e Olivia e os seus 5 filhos mudam-se para Hill House. O objetivo era remodelar e vender a mansão o mais rápido possível para poderem finalmente mudar-se para a “Forever House”. O fim das mudanças e a paz em família, esse era o sonho. Mas foi interrompido por um pesadelo, que marcou a família para sempre.

Os cinco primeiros episódios são dedicados aos cinco filhos. Em cada um percebemos um bocado mais da sua personalidade, e como a sua infância, traumatizada pela casa, os moldou. Oscilamos entre o presente e memórias do passado. Também a casa é uma personagem viva e com personalidade. Os terrores que enchem as suas divisões são propositados e com uma finalidade, revelada no final da série.

A série é um mix perfeito entre drama familiar e terror.  Não recorre ao horror, nem se baseia em jump scares. Serve-se, de uma maneira fantástica, do terror psicológico, relacionando a realidade dentro da casa com o que se passa dentro da cabeça de cada um.

A fotografia genial da série e a fantástica banda sonora que a acompanha ajudam a criar a atmosfera perfeita para o mistério. Com vários plot twists, vale a pena ver até ao final para compreender tudo o que a mansão representa.

Sharp Objects

A jornalista Camille Preacker é forçada a voltar à sua terra natal, Wind Gap, para cobrir um assassinato violento. Na cidade, encontra não só a segunda vítima do assassino mas também os demónios do seu passado que a moldaram enquanto pessoa. A sua casa de família está cheia de vestígios de uma irmã morta, agora substituída por uma meia irmã, que detém toda a atenção de uma mãe demasiado protetora. Camille é confrontada com uma realidade muito parecida à da sua infância. Uma casa de aparências e manipulação, numa cidade pequena onde os rumores correm rápido.

Um verdadeiro jogo de mistério onde, ao longo dos oito episódios, são reveladas lentamente pistas sobre o crime e sobre o passado de Camille. O espectador é sugado para a história, porque todos são suspeitos e nada faz totalmente sentido até aos últimos minutos da mini-série. Uma cinematografia deslumbrante que cria o ambiente necessário e uma atuação extraordinária da protagonista Amy Adams, merecedora de prémio, combinam perfeitamente com a escrita brilhante desta história.

Brooklyn Nine-Nine T5

Na esquadra 99 da NYPD, tudo muda para Jake Peralta – um detetive talentoso, mas que leva o seu trabalho pouco a sério – quando o Capitão Raymond Holt chega ao comando da equipa. Foi imediatamente desde aí que B99 assentou a sua posição irreverente no meio da comédia e, em especial, da comédia televisiva – Holt é o primeiro capitão negro abertamente gay em Nova Iorque. Cinco temporadas depois, a irreverência continua lá.

Depois de um quase cancelamento em maio deste ano, a NBC resgatou a comédia de culto em menos de 24 horas, face à gigante revolta dos fãs. Mas esta quinta temporada poderia ter funcionado como um final agridoce. Em clássica Brooklyn Nine Nine fashion, tudo parece estar a correr mal, mas ao contrário dos cliffhangers de temporadas anteriores – nesta tudo corre bem. O tão esperado casamento de Jake e Amy acontece e é dos momentos mais bonitos e genuínos em toda a série.

Apesar da relação entre os dois ser um dos pontos fulcrais de B99, os produtores fizeram questão de demarcar aquele que é o coração da comédia – o companheirismo. O casamento nunca poderia ter acontecido sem a ajuda de Holt, Gina, Boyle, Rosa, Terry, Hitchcock e Scully, e, em certos momentos, esta mais pareceu a união final entre todos.

Representado através de situações tratadas com um humor afiado, cuidadosamente atribuído a cada personagem segundo os seus traços de personalidade e o seu crescimento ao longo das temporadas, o trabalho minucioso das relações interpessoais das personagens é o que diferencia B99 de outras séries do mesmo género.

Cristiana Rodrigues

The Handmaid’s Tale T2

Com o sucesso da primeira temporada de The Handmaid’s Tale, adaptação do romance distópico de 1985 de Margaret Atwood com o mesmo nome, ficou no ar a expetativa do seguimento que seria dado à história, tendo em conta que já não iria ser baseada no livro.

A segunda temporada estreou a 25 de abril e começou exatamente no momento em que terminou o último episódio da primeira, em que o futuro de June/Offred (Elizabeth Moss) tinha sido deixado em aberto.

A tensão, a vitalidade e a intensidade dos olhares entre as personagens foram pormenores fulcrais que tornaram a história ainda mais arrebatadora. Ao longo dos episódios, pudemos perceber uma tentativa (bem-sucedida) de tornar a trama mais sombria e assustadora, num estilo cada vez mais próximo do terror, se não considerado mesmo terror, o que me agradou particularmente.

A segunda remessa de episódios primou também pela aproximação à realidade, uma vez que a história se serviu de muitos temas próximos ao público, como o movimento #MeToo, o que deu ainda mais destaque à série, pela importância das temáticas tratadas.

É de ressalvar, ainda, a prestação do elenco, já anteriormente aclamado na primeira temporada, com muitas indicações para os Emmy Awards, prémio que a produção da Hulu também ganhou na categoria de Melhor Série – Drama.

Killing Eve

Sandra Oh, conhecida pelo papel de Cristina Yang em Grey’s Anatomy (papel que interpretou de 2005 a 2014), regressou este ano ao pequeno ecrã como Eve Polastri, personagem principal de Killing Eve.

Eve Polastri é uma funcionária do MI5 que investiga vários assassinatos e fica obcecada em provar que o culpado é uma mulher. As investigações de Eve levam-na a perseguir a psicopata Villanelle (Jodie Comer) e a trama torna-se numa corrida de gato e rato, num ritmo muito acelerado.

A temporada tem apenas oito episódios, e em cada um deles o público é exposto à química estonteante entre as duas atrizes principais, com momentos de diálogo e olhares de cortar a respiração quando Eve é confrontada com a psicopatia de Villanelle.

O drama é caracterizado por uma inteligência e intensidade desmedidas, prendendo o espectador ao ecrã a cada quarenta e cinco minutos de episódio. Todos os episódios têm um final em aberto, o que torna a série ainda mais viciante. É completamente apaixonante!

Elite

Elite, uma produção espanhola original da Netflix, traz-nos, inicialmente, a história de três estudantes. Samuel (Itzan Escamilla), Christian (Miguel Hérran) e Nadia (Mina El Hammani) recebem uma bolsa para estudar num colégio de elite, como forma de indemnização pela escola em que estudavam ter desabado.

A trama começa com o “nervosinho” do primeiro amor de uma personagem, com uma aproximação entre Samuel e Marina (Maria Pedraza). Ao mesmo tempo, sob a forma de flashbacks, desenrola-se outra ação, em que se descobre, logo no fim do primeiro episódio, o assassinato de um aluno do colégio.

A série aborda temas como a homossexualidade, a SIDA, minorias étnicas e religiosas e o tráfico de influências, principal temática que conduz a ação, trazendo perspetivas interessantes e diferentes sobre os assuntos em que toca.

Um ponto que favoreceu muito a primeira temporada de Elite foi a construção das personagens, a maior parte delas com um background sólido, bem desenvolvidas; a relação entre elas é um dos grandes motores da série, assim como as prestações do trio que já havia participado na também espanhola La Casa de Papel – Miguel Hérran, Maria Pedraza e Jaime Lorente, que interpreta Nano.

Apesar de parecer o típico drama adolescente, Elite estende-se a mais faixas etárias, pelo que vale a pena dar uma olhada.

Pose

Pose conquistou pela originalidade. Com todo o mediatismo em volta da comunidade LGBTQ+ que houve ao longo deste ano, Pose traz-nos oito episódios que simbolizam representatividade e que celebram esta cultura.

Pose passa-se nos anos 80 e retrata a vida da comunidade LGBTQ+ em Nova Iorque, baseando-se na chamada “ball culture”, inspiração que o produtor retirou do documentário Paris is Burning, de Jennie Livingston.

A cultura ball é uma subcultura LGBTQ+ nos Estados Unidos da América que consiste numa competição em discotecas e festas (as balls). Os prémios são em formato de bolas, daí o nome “ball” (bola, em português). Existem várias modalidades, entre elas desfiles (“runway”) e performances de “voguing”, um tipo de dança.

A maioria dos concorrentes das balls pertencem a grupos que se designam por “houses”. As houses são uma espécie de famílias alternativas, às quais os membros da comunidade LGBTQ+ recorrem se forem expulsos de casa, renegados pela família, ou não tiverem para onde ir por terem sido excluídos do meio onde viviam. As houses são governadas por “mães” e “pais” que orientam e apoiam as suas “crianças”. 

A série retrata temas como a marginalização da comunidade e conta histórias de pessoas que passaram e passam por isso, o que torna a audiência mais próxima das personagens, personagens essas que são estrondosamente bem elaboradas e representativas.

Se há séries que são imperdíveis, esta é uma delas e talvez por motivos que não se esperavam.

1986

Não podia deixar de referir esta obra-prima da televisão portuguesa. “O que é nacional é bom”, não é o que dizem? Pois bem, a série 1986 é nacional e é boa.

Escrita por Nuno Markl, mais do que uma série, 1986 é uma viagem no tempo. Regressa às eleições presidenciais de 1986, a renhida disputa entre Mário Soares e Freitas do Amaral.

A série conta a história de Tiago (Miguel Moura e Silva) e Marta (Laura Dutra), dois jovens apaixonados que tentam lutar contra o facto de os pais de ambos terem ideologias políticas completamente opostas.

A recriação dos cenários portugueses da época e a banda sonora com música dos anos 80 são os principais motores da nostalgia e aconchego que a série proporciona ao espectador, mesmo para quem não viveu nessa década.

Os episódios estão cheios de referências a elementos da pop culture, desde músicas a filmes e livros, e somos presenteados com um conjunto de peripécias nas vidas das personagens, o que confere humor ao drama.

A caracterização, os pequenos pormenores nos objetos do cenário, o relevo dado aos problemas que se viviam na altura; é apresentado ao público um “cheirinho” daquilo que era a sociedade portuguesa da época, trazendo consigo um sentimento de nostalgia inigualável, e tornando 1986 numa máquina do tempo, boa para os mais velhos e para os mais novos.

Inês Saraiva