Cultura

TALEA JACTA E ØRESUND SPACE COLLECTIVE: O MÊS DE JUNHO TERMINA NO ESPAÇO

O regresso do coletivo de space rock Øresund Space Collective aos palcos portugueses marcou o dia de ontem. A abrir, o duo português Talea Jacta, numa noite marcada pelos mais puros sons psicadélicos. Por Francisco Cardoso.

Pouco antes do relógio marcar as 23h, subiam ao pequeno palco do Woodstock 69 Rock Bar os Talea Jacta, um projeto de rock psicadélico composto por Pedro Pestana e João Pais Filipe, ambos conhecidos pelo seu trabalho em bandas como 10000 Russos e Paisel. Em menos de uma hora, o duo apresentou um conjunto de músicas marcadas pelo profundo psicadelismo e improviso constante, no fundo, uma excelente introdução para a viagem que se seguia.

Os Øresund Space Collective, tal como o nome diz, não são uma banda, mas sim um coletivo de músicos que se juntam para fazer música. Essa música acaba por ser um space rock ao nível mais psicadélico possível. Cada música é uma viagem de tempo incerto, tanto para a audiência como para os membros da banda.

Encabeçados pelo icónico Dr. Space, o conjunto deu um concerto de duas horas, marcado por algumas falhas técnicas, mas facilmente compensado pela qualidade da música e boa disposição dos músicos. Na plateia ouvia-se que Dr. Space “possuiu uma aura poderosa”.

Num concerto que não terá tido certamente mais do que sete músicas, geraram-se ainda risos dos músicos quando uma música não passou dos quinze minutos, devido à curta duração da mesma, mas esse foi o espírito do coletivo durante o concerto. O improviso é tão profundo e constante que a experiência para o público é semelhante para os músicos. A música inicia com uma base simples, o que se segue é uma viagem psicadélica impossível de prever.

A nova casa de rock da Invicta teve seguramente na sexta-feira um dos seus maiores momentos musicais. O regresso dos Øresund Space Collective já era esperado depois do seu concerto na edição de 2016 do Reverence Valada. A banda atua ainda hoje no Cartaxo.

O ano ainda vai a meio mas já são incontáveis os grandes concertos que passaram pelo modesto Woodstock 69 Rock Bar.

Este artigo é da autoria de Francisco Cardoso.