Cultura

NELSON GRAF REIS: “A NOSSA EXPRESSÃO SAI DO NOSSO CORPO E TRANSFORMAMOS OS NOSSOS SONHOS EM REALIDADE”

O que começou como um projeto a solo, por Nelson Graf Reis, é hoje, e pelas palavras do músico, uma comunidade na qual estão abertas as portas a quem gosta deste tipo de música que fala ao coração das pessoas e que convida a viver a vida ao máximo. Este é o mote dos “We Bless This Mess” (WBTS), e, em entrevista ao JUP, o seu criador falou sobre a essência desta expressão artística.

We Bless This Mess é uma maneira de viver a vida e trabalhar com outras pessoas, é também um mindset”, afirma Nelson quando questionado sobre a forma como apresentaria os WBTS a quem não os conhece. Ainda acrescenta que “podem ver como uma banda, mas eu vejo mais como uma comunidade”. Produtores de um estilo de música influenciada pelo folk e extremamente apologista da ideologia “Less is More”, a mensagem dos WBTS é “termos a perceção de que estamos vivos aqui e agora”, revela.

O próprio nome deste projeto é revelador da sua essência, estando relacionado intrinsecamente com o que pretendem transmitir. Apela “à mudança que queremos ver nas nossas vidas, e que começa dentro de nós, seja em mudanças de atitude, de padrões de pensamento e desenvolvimento pessoal”.

Desta cuidada introspeção resulta “uma transformação que se manifesta no exterior, com eventos ou o que quer que seja, a nossa expressão sai do nosso corpo e transformamos os nossos sonhos em realidade”, explica-nos Nelson relativamente à forma como os “We Bless This Mess” funcionam.

Confessa que a ambição deste projeto é algo simples e que pelo facto de já estarem a viver, de já estarem felizes e em paz com o que são, desenvolvem a sua expressão e ambicionam serem melhores a cada dia que passa, e “mostrar aos outros como fazerem isso”, acrescenta o músico.

Tatuador, vegan e “nómada”, como se auto-denomina , Nelson Graf Reis falou-nos também do novo álbum que será lançado a 14 de setembro, Awareness Songs and Side Stories. “Este novo álbum é um disco full-band, a roçar o punk-rock e o tema das músicas mantém-se o habitual, com a mesma intenção”. Deste novo álbum já foi tornado público o single “Intentions”.

No que diz respeito às formas de promoção e divulgação do seu trabalho, o mentor dos WBTS expressa a opinião de que uma relação de proximidade com o seu público ajuda a uma melhor adesão e inclusão neste projeto, que se traduz numa partilha. “A minha promoção é muito na estrada. Sinceramente, acredito que é muito mais valioso estar na estrada a tocar, do que propriamente fazer um stream ou um live”.

Recentemente, estiveram em mini-digressão pela Europa e é com grande agrado e satisfação que recorda os espetáculos que deram em países como Inglaterra, Holanda e França. A forma plena como desfruta destes momentos, confessa, é porque “não considero música nem tattoos como trabalho, são paixões”.

Com espetáculo marcado no festival “The Fest 17”, na Florida de 26 a 28 de outubro, conta-nos que recebeu de uma forma inesperada este convite enquanto se encontrava em tour com os “Ducking Punches”, e que não consegue descrever o “mix de feelings” que sentiu. “Esta boa pequena notícia”, como o próprio lhe chama, serviu como uma espécie de incentivo que lhe deu “algum conforto e força para continuar a fazer aquilo em que acreditamos”.

Com os olhos postos no futuro, Nelson está, neste momento, a trabalhar em projetos diferentes na banda e comunidade “We Bless This Mess”, planeia começar a fazer eventos com a “We Bless This Foundation” e também integra a “Oh Lee Music”.  Anseia desenvolver “uma forma de juntar estas três organizações num flow mais orgânico”.