QUEIMA DAS FITAS: XUTOS & PONTAPÉS AO LEME DA PENÚLTIMA NOITE – Jornal Universitário do Porto
Cultura

QUEIMA DAS FITAS: XUTOS & PONTAPÉS AO LEME DA PENÚLTIMA NOITE

Apesar da ameaça de chuva, nada impediu Valas e os Xutos & Pontapés de animarem a noite de sexta-feira no palco da Queima das Fitas.

Mal o queimódromo abriu, a chuva terminou. Em frente ao palco as pessoas foram aparecendo. Patrícia Teixeira, estudante da Escola Superior de Saúde de Santa Maria, já esperava na fila da frente. “Casaquinhos, toca a andar. Mesmo com chuva”, diz Patrícia sobre as condições climatéricas. “Festa é festa” realça entre risos.

Não só de estudantes é feito o público. Rostos de crianças são distinguíveis na multidão, acompanhados dos pais que vieram ver os concertos. Um nome pairava na cabeça de todos os que estavam no recinto – “Xutos & Pontapés”. A banda era esperada por todos e pelas 22h45 uma multidão enchia o recinto.

Mas primeiro é a vez de Valas. O rapper português entrou em palco às 23h30 e veio animar o público com o seu hip-hop. No concerto não faltaram os singles de maior sucesso, “Preciso” e “As Coisas”, recebidos pela plateia com gritos de alegria. Ao terminar “As Coisas”, o público aplaudiu e o músico despediu-se, abandonando o palco pouco depois da meia-noite.

“Hoje o dia estava dedicado às lendas da música portuguesa, aos grandes Xutos & Pontapés” disse Valas ao JUP, momentos depois do concerto. “Penso que demorou um bocadinho a arrancar até conquistar uma boa parte do público, mas depois fluiu e foi uma festa” revelou o rapper, agradecendo não só a oportunidade de tocar na Queima das Fitas como também de servir de abertura para os Xutos & Pontapés.

O concerto da banda portuguesa estava marcado para a 1 hora da manhã. Ao chegar às 00h30 a multidão solta inúmeros gritos de euforia. Os Xutos & Pontapés tinham aparecido meia hora antes do previsto, já de instrumentos nas mãos. Uma surpresa inesperada mas apreciada, como comprovou o entusiasmo do público.

“À minha maneira” foi a música escolhida para inaugurar as próximas duas horas do mais famoso rock português. Todas as músicas tiveram a mesma receção por parte da audiência – braços no ar, gritos e assobios de um queimódromo cheio para ver os Xutos.

“De vez em quando fazemos coisas novas. E agora entramos neste capítulo impossível” disse Tim ao apresentar ”Sementes do Impossível”, um dos temas mais recentes. O vocalista aludia à perda de Zé Pedro, que faleceu em novembro. Este foi o primeiro concerto da banda portuguesa na Queima das Fitas sem o guitarrista.

Ao terminar com “Maria”, a banda pousou os instrumentos e afastou-se. As luzes apagaram-se. O público ainda não estava pronto para dizer o adeus e da boca da plateia saiu a letra da “Minha Casinha”, numa voz coletiva capaz de rivalizar com as colunas. Do palco, nada.

Quando alguns já se preparavam para abandonar, os Xutos regressam ao palco. Tinha chegado a hora do encore. Mais uma vez foram recebidos por aplausos de um público que tão cedo não se quer despedir. Para finalizar o concerto, a banda aproveitou-se dos pedidos da plateia e terminou ao som da “Minha Casinha”.

Às 2h15 terminou de vez o concerto. A banda fez uma vénia de agradecimento ao público. Do lado da plateia, o agradecimento é sentido através dos aplausos.

A animação da noite de sexta-feira tinha chegado ao fim. O palco espera pela noite seguinte, em que Wet Bed Gang e Dizzee Rascal são os escolhidos para encerrar a semana da Queima das Fitas.