Cultura

BONS SONS: A CONTEMPORANEIDADE REGRESSA A CEM SOLDOS

O Bons Sons está de volta. O festival de música portuguesa retorna, de 11 a 14 de agosto, à aldeia de Cem Soldos, em Tomar.

A música portuguesa desempenha mais uma vez o papel de protagonista na aldeia de Cem Soldos, que se transforma no recinto do Bons Sons. “Vem Viver a Aldeia” é o mote do festival, que proporciona uma vivência singular pelo dinamismo da relação entre Cem Soldos e os festivaleiros. Os oito palcos integrados nas estruturas da aldeia, cada um com uma linha programática própria, proporcionam uma oferta musical diversificada, capaz de satisfazer diferentes públicos.

O cartaz está fechado e contabiliza 50 nomes. Entre artistas e bandas como Rodrigo Leão, Samuel Úria, Virgem Suta, Né Ladeiras, Les Saint Armand, Paulo Bragança, Throes + The Shine e José Cid, o festival reúne, em Cem Soldos, a música portuguesa emergente e a consagrada, numa harmonia alimentada pela curiosidade e abertura do público.

Com mais de 30 anos de concertos ao vivo na bagagem, os Mão Morta revisitam aquele que é reconhecido por muitos como o melhor álbum da banda, “Mutantes S.21”. A banda marca presença no palco Eira, dia 12.

Anunciado como “artista surpresa”, também Cid relembra o rock progressivo do “10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte”. O álbum lançado em 1978 é revivido no terceiro dia do festival, no palco Lopes Graça, no mesmo dia que atua a banda de hip-hop instrumental Orelha Negra, prestes a lançar o terceiro álbum.

Depois da passagem pelo Super Bock Super Rock, Manuel Fúria e Os Náufragos tocam no palco Tarde ao Sol no primeiro dia do Bons Sons, dando término à digressão de apresentação do novo álbum, Viva Fúria, que teve início em março deste ano. Os Capitão Fausto, que “têm os dias contados” e se dividem em 17 concertos este verão, passam por esta plataforma de divulgação de música portuguesa nesse dia, no palco Eira.

No cartaz do festival que foi considerado o “Mais Sustentável” em 2014, pelos Portugal Festival Awards, reescreve-se o nome do trio eletrónico portuense. Os Holy Nothing, que estão a trabalhar no segundo álbum, regressam ao Bons Sons, três anos depois da sua estreia.

O cartaz confirmado divide-se por sete palcos, mas resta preencher a programação de um. O palco Garagem oferece a qualquer visitante a possibilidade de expor o seu talento ao público, mediante inscrição diária, feita no local.

Contudo, com feiras de artesanato, exposições de arte, apresentação de curtas e documentários, e atividades variadas, o festival, que teve a sua primeira edição em 2006, ultrapassa a sua identidade de festival de música, e torna-se num evento cultural abrangente. Da mesma forma, o público é convidado a abandonar o papel de mero espectador e a tornar-se participante. A organização esclarece que “são os habitantes que acolhem e servem os visitantes, numa partilha especial entre quem recebe e quem visita”. É este intercâmbio de experiências entre o público e a aldeia que é promovido pela associação organizadora do festival, a SCOCS (Sport Club Operário de Cem Soldos), que coordena o programa de desenvolvimento local “Aldeia Cultura”, e que diferencia o Bons Sons dos restantes festivais nacionais. O Bons Sons é resultado da “busca incessante da contemporaneidade no espaço rural”. Pretende-se melhorar a qualidade de vida dos cem-soldenseses, promovendo a economia local e fixando os jovens na aldeia.

Destinado aos mais novos, o festival providencia o “Espaço Criança”, uma zona de atividades e babysitting, onde é cobrado um valor monetário em troca do serviço prestado, num máximo de cinco horas.

Os bilhetes existem em duas modalidades: Bilhete Diário e Passe 4 Dias. O Bilhete Diário pode ser adquirido por 20 euros (22€ no recinto) e permite o acesso a um dia específico do festival. Com o campismo incluído, o Passe 4 Dias corresponde à duração total do festival e tem um custo de 40€ (45€ no recinto). Os bilhetes estão à venda nos locais habituais e em Cem Soldos. Menores de 12 anos não pagam.

 

Dia 11, sexta-feira

Palco Lopes Graça

– Holy Nothing
– Virgem Suta

Palco Eira

– Glockenwise
– Capitão Fausto

Palco Giacometti

– Whales
– Surma

Palco Aguardela

– Thunder & Co + Groove Salvation

Palco Tarde ao Sol

– Manuel Fúria

Palco MPaGdP (Música Portuguesa a Gostar dela Própria)

– Band’olim
– Singularlugar

Auditório

– Ana Jezabel e António Torres

Dia 12, sábado

Palco Lopes Graça

– Medeiros/Lucas
– Né Ladeiras

Palco Eira

– Mão Morta
– Throes + The Shine

Palco Giacometti

– Filipe Sambado
– Señoritas

Palco Aguardela

– Zé Nuno/ Sam U/ Beatdizorder

Palco Tarde ao Sol

– Les Saint Armand

Palco MPaGdP

– Lucía Vives + João Raposo
– Filipe Valentim

Auditório

– Lander & Jonas

Dia 13, domingo

Palco Lopes Graça

– Paulo Bragança
– 10.000 anos depois entre Vénus e Marte

Palco Eira

– Samuel Úria
– Orelha Negra

Palco Giacometti

– Captain Boy
– Joana Barra Vaz

Palco Aguardela

– Dj NinOo e K30 (Firma do Txiga)

Palco Tarde ao Sol

– Sonoscopia

Palco MPaGdP

– Sampladélicos
– Moços da Vila

Auditório

– Carlota Lagido

Dia 14, segunda-feira

Palco Lopes Graça

– Frankie Chavez
– Rodrigo Leão

Palco Eira

-The Poppers
– Octa Push

Palco Giacometti

– Marco Luz
– Valter Lobo

Palco Aguardela

– Rodrigo Affreixo

Palco Tarde ao Sol

– LST

Palco MPaGdP

– Sanct’Irene
– Moçoilas