Cultura

MARTIN GARRIX DESPEDE-SE DE MATOSINHOS COM UM “ATÉ PARA O ANO”

A praia do Aterro Norte recebeu na sexta-feira, 30 de junho, a décima edição da EDP Beach Party. Tony Junior, Matisse & Sadko, Martin Garrix e Carnage foram os destaques da noite.

A tarde ainda estava a começar e já se formava fila na entrada da Beach Party, na Praia do Aterro Norte.

Vendark foi o primeiro artista a subir ao palco. Por volta das 16h, à espera do concerto, estava Joana Lima, que com 19 anos veio pela primeira vez a um festival de Verão. “Como estudo no Porto, vi no Nova Era a oportunidade perfeita para viver esta experiência”, contou ao JUP. Aos poucos, as pessoas entravam no recinto.

Às 17h começava o set de Carlos Manaça, o DJ português que vive em Madrid. No público, Marcos, 19 anos, de Santa Maria da Feira diz que o que o trouxe ao festival foi o “convívio”. Vim com o meu grupo, e é fantástico, porque temos a oportunidade de conhecer pessoas diferentes, de qualquer parte do mundo. Temos a sorte de poder contactar com novas culturas”, diz entusiasmado.

O trio holandês Kriss Kross Amsterdam atuou às 18h30. Com o recinto cada vez mais cheio, o palco era agora de Yuki Kempees e dos irmãos Jordy e Sander Huisman.

Karetus foram os quartos a atuar, às 20h05. A dupla é formada por Carlos Silva e André Reis. Às 21h25 foi a vez da dupla de DJ’s holandesa: Moksi. Samir e Diego continuaram com o espetáculo de luzes e som.

Para José Luís Branco, locutor e animador da Rádio Nova Era, a Beach Party é um fim de semana de libertação. “As pessoas aqui podem ser o que quiserem, libertam-se. Há quem seja mais introvertido e consiga extravasar as suas emoções”, diz. Em entrevista ao JUP, José Branco revela que “há empresas que dizem que é preciso vestir a camisola, mas é muito mais do que isso, nós sentimos na pele. Quem faz rádio, vai mais além. Nós temos muito respeito pelo público, porque não sabemos o que está do outro lado. É preciso ter muito amor próprio. Apaixono-me todos os dias pelo público, porque é para ele que eu trabalho”.

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Foto: Ana Rita Costa

Tony Junior começou a tocar às 22h30 com o público a saltar de um lado para o outro, sempre a acompanhar o DJ e produtor.

Às 23h55 foi a vez de Matisse & Sadko. A dupla de irmãos despertou os amantes da eletrónica. Alexander Matisse e Yury Sadko viveram com o público uma performance marcada por um intenso jogo de luzes, com as mais variadas cores.

Finalmente chegou o momento mais aguardado da noite. Depois da atuação de Matisse & Sadko, o público gritava por Martin Garrix. Enquanto esperavam a entrada do artista em palco, viam-se pequenos tubos com luzes que brilhavam no escuro. E à 01h25, o público vai ao rubro. Martin transforma o espaço. Enquanto uns estendem a bandeira de Portugal, outros apresentam a de Espanha. A acompanhar a dinâmica das luzes, está o fogo de artifício que se vê por segundos no ar. Veem-se balões, as pessoas saltam ao ritmo da música, e há quem levante os mais pequenos, para que estes consigam ver o artista no palco.

À 01h44, Garrix toca um dos seus maiores êxitos, Animals. Às 02h28, Martin avança com Tremor. Ouvem-se palmas e as pessoas acompanham o artista. Wizard surge às 02h35 e pelo meio Martin Garrix interage com o público. “Ponham as mãos no ar” foi a frase mais repetida pelo produtor durante a atuação. O DJ tocava, ao mesmo tempo que incentivava o público a mexer-se e o volume dos gritos subia com o da música.

Vera Fernandez, de 20 anos, e Ana Soriano, de 18 anos, erguiam a bandeira da Galiza com os nomes de todos os DJ’s que estavam no cartaz.

Vítor Marques, de 46 anos, veio para acompanhar o filho, mas admite que, mesmo não sendo o seu estilo,  “a música é muito boa”. “Este artista consegue cativar o público. Isso é um fator muito importante. Basta olhar para a atitude das pessoas enquanto ele atua”, confessa.

A atuação terminou às 02h55. Martin Garrix agradeceu duas vezes ao público e antes de sair deixou uma mensagem que pode motivar o público a voltar no próximo festival.“Obrigado, vejo-vos para o ano”, atirou.

Quando as luzes se apagaram, as pessoas gritaram novamente por Martin. Ana Beatriz, de 18 anos, já tinha ouvido Martin Garrix no Meo Sudoeste, mas diz que neste concerto as expectativas foram superadas. “Eu e a minha amiga tínhamos a bandeira com o nome do Martin e, durante a atuação, ele apontou várias vezes para ela. Viver isto foi espetacular”, diz.

A última atuação da noite pertenceu a Carnage. O DJ começou a tocar às 03h, e continuou a contagiar o público que ficou no recinto até as portas fecharem.

Hoje o espetáculo continua. Kevu, Miss Sheila e Hardwell estão entre os artistas esperados.