Cultura

DOS PASTÉIS AOS AZULADOS: “A COR COMO LINGUAGEM”

A exposição de Neusa Sobrinho, que vive na Alemanha desde 1979, pode ser visitada na terra natal da pintora, no Auditório Municipal de Murça, em Vila Real, até ao dia 25 de Julho.

Neusa Sobrinho regressa à terra natal para dar a conhecer um dos seus muitos trabalhos – A Cor Como Linguagem. A pintora que viveu no Brasil, Itália e França antes de se radicar na Alemanha, em 1979 salienta a importância de comunicar a cor como forma de expressão, e de lhe atribuir um vocabulário próprio, disse a artista ao JUP.

Uma outra caraterística dos quadros de Neusa é a grande presença feminina, que a artista não hesita em justificar – “cresci num ambiente de mulheres, o meu pai estava no Brasil a trabalhar, as minhas tias esperavam os homens que vinham do campo. Assim, convivi sempre com mulheres”.

Neusa revela a paixão que tem pela arte e pela pintura. Afirma que “não conseguiria viver sem elas” e convida-nos a visitar a exposição colorida que oscila entre as cores frias do inverno, os tons pastelados e a vivacidade da privamera.

No dia da inauguração (26), a orquestra Sinfónica Esproarte interpretou temas como a Valsa das Flores de Tchaikovsky, presente no filme O Quebra-nozes, que deixou a plateia a balançar num compasso de três por quatro.