Cultura

NOITES DA QUEIMA: A CHUVA TAMBÉM QUIS VER OS ÁTOA E OS HMB

A chuva é já uma presença assídua nas noites da Queima. O público que se deslocou ao recinto para ver ÁTOA e HMB muito dificilmente voltou para casa seco.

“Viemos abrir a Queima”, dizem Liliana Pinho e Sara Freitas, entre risos. De facto, as portas tinham aberto há apenas 10 minutos. Esperavam os concertos, perto de uma barraca. “Viemos ver HMB, mas só conhecemos uma músicaacrescenta Liliana, ainda a rir. “Acho que vai ser um bom concerto, a quantidade de gente que vem é que já me parece que não vai ser muita.”.

A previsão de Liliana foi acertada. E a culpa, mais uma vez, foi da chuva. Choveu durante grande parte do concerto dos ÁTOA. “Foi a primeira vez que demos um concerto em que o pessoal já vinha de guarda-chuva. Foi inacreditável. O pessoal já estava preparado.” disse Mário Monguinho, baixista da banda, ao JUP.

O público era formado por um conjunto de guarda-chuvas. Os ÁTOA tentaram animar o público, recorrendo até a êxitos que não eram da sua autoria (“Miúda” dos Azeitonas e “Brilhantes Diamantes” do Serial), mas este permaneceu apático durante quase a totalidade do concerto. A exceção foi a última música, o seu êxito “Distância”. O público que tinha fugido por causa da chuva forte que se fazia sentir juntou-se aos que ainda resistiam perto do palco para cantar.

“Sou sincero: cada vez que vimos ao Porto as expectativas são sempre altas. Isto aqui é sempre incrível, a malta tem uma vibe fantástica” disse ao JUP Guilherme Alface, vocalista da banda. “Mesmo apesar de ter começado a chover a malta esteve connosco o concerto inteiro. Para nós é sempre um prazer vir ao Porto”, rematou.

Um insuflável enorme onde se podia ler HMB marcou a atuação dos cabeças de cartaz da noite. A banda de Lisboa subiu a A1 para estar com “pessoas que amam muito”, como disseram durante o concerto. Trouxeram consigo o groove que os caracteriza e que impede que o público mantenha os pés no chão. Os êxitos “O amor é assim”, “Não me deixes partir”, “Dia D” e “Naptel Xulima” merecem realce, pelas reações muito positivas do público.

“Só não correu melhor por causa da chuva”, disseram ao JUP, em jeito de rescaldo. “Tocamos umas 5 músicas sem chuva e o pessoal estava mesmo connosco”. De qualquer das formas, afirmam que o concerto “correspondeu com as expectativas”.

A chuva não abandonou o Queimódromo durante o resto da noite, fazendo com que mais uma vez a tenda de eletrónica estivesse cheia e que muita gente abandonasse o recinto cedo. As noites da Queima aproximam-se do fim. Ditch Days e James Morrison são os artistas que vão dar música na próxima, que é já a penúltima, noite.