Ciência e Saúde

CLIMATE CHANGE LEADERSHIP 2019 ARRANCOU NO PORTO

Iniciou ontem, na Alfândega do Porto, a segunda edição do Climate Change Leadership - Solutions for the Wine Industry, evento dedicado à discussão de medidas de resposta às alterações climáticas, especialmente as relativas à indústria vitivinícola.

Depois de, em julho do ano passado, Barack Obama ter inaugurado o Porto Summit, foi desejo da Taylor’s Port continuar e desenvolver a edição de 2019.

O Climate Change Leadership consiste numa conferência de três dias e conta com Al Gore, 45º vice-presidente dos Estados Unidos, como orador principal. O evento divide-se em três componentes: o Porto Summit (PS2019), as Wine Conferences e o Trade Show.

Com previsão de visita de mais de 1000 participantes de 40 nacionalidades, a organização cabe ao tecido empresarial, em particular a Taylor’s Port, liderada por Adrian Bridge, e os patrocínios da Organização Internacional da Vinha e do Vinho e da Presidência da República.

Continuando com o desenvolvimento do Protocolo inaugurado em 2018, o Porto Summit deste ano tem como objetivos continuar promover o compromisso de empresas e organizações em melhorar o seu impacte ambiental e a ser um centro de partilha de casos de estudo. Este edição tem o objetivo adicional de incluir membros individuais na iniciativa.

Apesar de a apresentação de Al Gore ser uma das mais esperadas, constam também na lista de oradores Matos Fernandes, ministro do Ambiente, e Marco Lambertini, diretor do World Wide Fund.

Al Gore é o orador principal do Porto Summit 2019
Al Gore é o orador principal do Porto Summit 2019. Fotografia: Climate Change Leadership 2019.

O ciclo de conferências está especialmente dedicado à relação entre o setor do Vinho e as alterações climáticas, tanto na sua influência, como nos seus impactos.

De facto, vão ser abordados tópicos como as medidas adotadas na região de Champagne para conseguir a resistência das vinhas da Toscânia e de Champagne, como a indústria tem desenvolvido formas de quantificar impacte ambiental nas alterações climáticas e formas de o minimizar e a otimização dos processos industriais e o sequestro de dióxido de carbono da fermentação.

Adrian Bridge, CEO da Taylor’s Port. Imagem CCL 2019.
Adrian Bridge, CEO da Taylor’s Port. Fotografia: Climate Change Leadership 2019.

Por fim, a zona de exibições contará com a presença de alguns dos assinantes do Protocolo do Porto onde vão demonstrar as suas soluções e muitos dos seus casos de estudo para a mitigação das alterações climáticas, num programa que conta com nomes de relevo, como a Krugg e a Bollinger, bem como empresas da alta tecnologia, como a Stolze ou a Matter.

Assim, para Adrian Bridge, CEO da Taylor Fladgate e The Yeatman em declarações ao JUP, as expectativas são elevadas. O objetivo de permitir a troca de ideias e técnicas é não só plenamente assegurado pela presença de meio milhar de delegados no ciclo de conferências, como pelos cerca de mil participantes no Summit. Por outro lado, espera-se também que a indústria do Vinho consiga melhorar em muito com o evento. “A indústria é de todas as maneiras agrícola e, portanto, é a mais vulnerável às alterações climáticas. Precisamos de encontrar soluções e mostrar a outras empresas como se pode fazer mais” (tradução livre) – contou Adrian Bridge.

“Isto é, podemos estar de facto a fazer história nestes dias no Porto.” – contou Pancho Campo.

Para Pancho Campo, CEO da Chrand e coorganizador do Climate Change Leadership 2019, “a conferência  vai representar uma mudança significativa na forma como as pessoas falam das alterações climáticas, sendo até possível a indústria do Vinho passar a ser o modelo principal para todas as outras indústrias no que toca às alterações climáticas.”