Ciência e Saúde

RASTREIOS GRÁTIS ATÉ SEXTA-FEIRA NA BATALHA

A "X Semana da Saúde", promovida pela Federação Académica do Porto (FAP), conta com mais de 300 alunos voluntários que, até sexta-feira, levam rastreios gratuitos ao Largo de Santo Ildefonso, junto à Praça da Batalha.

Vêm de sete instituições de ensino superior do Porto, como a Faculdade de Medicina da Universidade do Porto ou o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar, e levam até sexta-feira rastreios gratuitos ao Largo de Santo Ildefonso, junto à Praça da Batalha.

Nutrição, audição, tensão arterial e saúde dentária são algumas das especialidades disponíveis, mas os rastreios de glicemia e colesterol são os mais populares. “São os que as pessoas mais procuram, mas ninguém sai daqui sem fazer todos os rastreios”, conta Cláudia Esteves, responsável pela área social da FAP, que afirma ainda que o objetivo é “pôr os estudantes ao serviço da academia”. “Mais do que querer envolver em queimas das fitas e festas académicas, a FAP quer também ter um contributo na sociedade”, remata.

Para os voluntários, esta é uma oportunidade de colocar em prática o que aprendem dentro das salas de aula. Numa das bancas, Inês Babo, aluna do 5.º ano na Faculdade de Farmácia, aponta que “o mal dos cursos de saúde é não potenciarem contacto com os doentes, a não ser quando se faz o estágio final”. Para a aluna, este tipo de atividades é importante para “se estar à vontade com as pessoas, começar a aprender a falar com elas”. “Este primeiro contacto com os doentes permite que, se calhar, no primeiro dia de emprego, não bloqueemos diante deles”, explica a estudante.

Da mesma opinião é José Henrique Pinto, supervisor da zona de rastreio da tensão arterial. Para o aluno do 5.º ano da Faculdade de Medicina, “a faculdade dá uma formação estilo proveta”. Assim como Inês, aponta este tipo de projetos como uma mais valia. “Nós não temos grande contacto com o público. Trabalhamos muito com situações de simulação, por isso é sempre bom ter oportunidades de contacto direto com as pessoas”, considera.

Ser um estudante do outro lado da mesa não é algo que preocupe os pacientes. José conta que estes acham-nos mais acessíveis, mas não lhes retiram autoridade. “Confiam em nós tal como se fossemos profissionais já graduados e conseguimos ter um impacto efetivo na vida das pessoas”, afirma.

Os pacientes parecem concordar. Anabela, de 41 anos, estava na tenda para verificar os níveis de diabetes e mostrava-se confiante com quem a iria examinar. “Não me choca, é ótimo até para os treinar. Não há nada melhor que estar à beira do povo”, concluía.

Para além de rastreios, estão disponíveis testes de VIH/SIDA, assim como de Hepatite B e C e Sífilis. Para aproveitar o feriado de quinta-feira, vai-se dedicar o dia ao desporto. A ideia é concentrar as atividades desportivas para o desporto não passar despercebido durante a semana da saúde.